Tag: Tilápia

  • Piscicultura brasileira supera 1 milhão de toneladas e consolida década de crescimento recorde

    Piscicultura brasileira supera 1 milhão de toneladas e consolida década de crescimento recorde

    Setor avança 58,6% em dez anos, produção de tilápia dispara 148,2% e país reforça protagonismo nas Américas, aponta novo Anuário da PEIXE BR

    A PEIXE BR lançou hoje, 24 de fevereiro, a 10ª edição do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, que consolida o setor como um dos mais dinâmicos do agronegócio nacional. A publicação revela que, nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6% e, em 2025, atingiu pela primeira vez a marca histórica de 1 milhão de toneladas produzidas. No mesmo período, a produção de tilápia avançou expressivos 148,2%, reforçando o protagonismo da espécie no país.

    Principal referência estatística da cadeia produtiva de peixes de cultivo, o Anuário 2026 apresenta dados inéditos e atualizados sobre produção nacional e por estado, consumo, mercado, tendências e perspectivas estratégicas para os próximos anos. A edição comemorativa também reúne os principais acontecimentos de 2025 e análises sobre o cenário atual. 

    “O resultado apresentado nesta 10ª edição demonstra a força e a maturidade da piscicultura brasileira. Mesmo diante de um ano desafiador, superamos a marca de 1 milhão de toneladas e consolidamos uma década de crescimento consistente. A piscicultura deixou de ser uma promessa para se tornar protagonista nas Américas, com ganhos expressivos em produtividade, tecnologia e competitividade”, compartilha o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros.

    No evento em Brasília (DF), estiveram presentes o presidente do conselho de administração da PEIXE BR, Mauro Nakata; o vice-presidente da PEIXE BR, Juliano Kubitza; o diretor do Departamento de Águas da União, substituto do ministro de estado da Pesca e Aquicultura, Felipe Bodens; o deputado federal – presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, Luiz Nishimori e o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores.

    Para acessar o Anuário 2026, acesse www.peixebr.com.br/anuario-2026 e baixe gratuitamente a publicação.

  • Piscicultura inicia 2026 com mercado aquecido e retomada de preços

    Piscicultura inicia 2026 com mercado aquecido e retomada de preços

    PEIXE BR destaca continuidade dos investimentos, custos mais estáveis e novas oportunidades no mercado externo, especialmente para filé congelado

    O setor da piscicultura iniciou 2026 com um cenário positivo, impulsionado pelo mercado aquecido e pela retomada nos preços pagos ao produtor. Em entrevista ao Record News Rural, Francisco Medeiros, presidente da PeixeBR (Associação Brasileira da Piscicultura), destaca que a estabilização dos valores ao consumidor garante a manutenção da demanda e reforça a predominância da tilápia no mercado nacional.

    “Começamos o ano com boa perspectiva para a tilapicultura nacional, para a piscicultura de uma forma geral, mas a gente cita a tilápia porque representa quase 70%, um pouco mais de 70% de tudo que nós cultivamos no Brasil. Segundo o Ministério da Pesca e Agricultura, em pesquisas recentes, o pescado mais consumido no Brasil hoje, independente da origem, se é importado da pesca ou de produção, é a tilápia”, afirma o executivo.

    Medeiros também ressalta que a retomada nos preços pagos ao piscicultor foi amplamente influenciada pela preparação industrial realizada em períodos anteriores.

    “A indústria, ela se preparou bastante nos últimos anos para entregar um produto que o consumidor quer, e isso é o mais importante. Outro fator essencial foi a entrada das empresas que produzem aves e suínos no mercado, que têm uma logística, uma distribuição, uma comercialização bastante forte”, diz o presidente.

    Ainda sobre a tilápia, o executivo ressalta que o consumo interno da proteína registrou uma alta expressiva ao longo da última década, fator que tem impacto direto em sua consolidação no mercado nacional.

    “Nos últimos dez anos, o crescimento foi extremamente significativo. Para você ter uma ideia, nós crescemos na última década 10,3% ao ano. A gente tem falado isso aqui o tempo todo, mas nunca tivemos um histórico de uma proteína animal que tenha tido uma década de crescer dois dígitos. […] Então, é um sucesso realmente no prato do consumidor brasileiro”, reitera Medeiros.

  • Piscicultura espera voltar ao âmbito do MAPA no novo governo

    Piscicultura espera voltar ao âmbito do MAPA no novo governo

    A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) aguarda, com expectativa positiva, a definição dos nomes que comporão o próximo governo para tratar dos temas mais importantes relacionados à cadeia produtiva dos peixes de cultivo, responsáveis por movimento superior a R$ 5,4 bilhões anuais, mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos e 691.700 toneladas de alimentos em 2017.

    A mais importante demanda da PEIXE BR e de toda a cadeia da produção de peixes de cultivo é o retorno da atividade ao âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), destino tido como natural para abrigar a Aquicultura, uma vez que lá já estão as indústrias de insumos (genética, sanidade e nutrição), além da promoção da produção no exterior.

    “A PEIXE BR e a Piscicultura brasileira como um todo têm grande e positiva expectativa em relação ao novo governo e espera que a atividade volte a estar abrigada no MAPA, de onde nunca deveria ter saído”, diz a diretoria da Associação Brasileira da Piscicultura.

  • Laboratório do Centro de Ciências Agrárias desenvolve vacina trivalente para tilápia

    Laboratório do Centro de Ciências Agrárias desenvolve vacina trivalente para tilápia

    Pesquisadores do Laboratório de Bacteriologia de Peixes (LABBEP) da UEL, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), estão bem próximos de encontrar vacina trivalente capaz de imunizar tilápias – peixe de água doce mais consumido pela população brasileira – das principais doenças que atacam os criadouros, dois subtipos (sorotipos Ib e III) de estreptococose e da franciselose, causadas por bactérias e que podem provocar sérios prejuízos aos produtores. Embora não existam relatos de malefícios aos seres humanos, a vacina é recomendada por ser um tratamento acessível, proporcionando rentabilidade e maior taxa de sobrevida dos peixes.

    O Laboratório já desenvolveu vacina bivalente contra a estreptococose (com eficácia de 98%) e a expectativa é concluir os testes para apresentar ao mercado nova tecnologia capaz de combater as três principais bactérias que afetam a produção comercial de tilápias. Para se ter a dimensão da importância desta cadeia, a produção brasileira de Tilápia em 2017 alcançou 357 mil toneladas, de acordo a Associação Brasileira da Piscicultura, volume considerado bastante expressivo e que coloca o Brasil entre os quatro maiores produtores do mundo, atrás de China, Indonésia e Egito.

    O coordenador do LABBEP, professor Ulisses de Pádua Pereira, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, acredita que até o final de novembro tenha avançado esta primeira fase de testes da vacina trivalente. Ele explica que Streptococcus agalactiae (principal causador da estreptococose) é uma bactéria que permanece externamente às células dos peixes, enquanto a bactéria causadora da franciselose tem capacidade de sobreviver e se multiplicar intracelularmente, o que dificulta o estudo. Os testes buscam testar a eficácia da vacina. De acordo com o professor, o próximo passo será rastrear nos genomas das bactérias – os quais foram sequenciados e publicados pela equipe – alvos vacinais da superfície destes patógenos, que poderão auxiliar no controle e na prevenção das doenças. Os pesquisadores já conseguiram sequenciar cinco genomas completos de bactérias.

    Pelo menos dois mestrandos do Programa de Ciência Animal, do CCA, estão debruçados nesta fase do estudo. A estudante Raffaella Mainardi, que desenvolve a vacina, e César Facimoto, responsável pela pesquisa em bioinformática, e faz os modelos de sequenciamento genético que também auxiliam no desenvolvimento das vacinas. O laboratório conta ainda com mais um mestrando, um doutorando, três médicos veterinários residentes e cinco alunos bolsistas.

    O professor explica que a vacina é indicada para tilápias com 30 gramas . O peixe atinge o estágio comercial quando chega a pelo menos 900 gramas, o que demanda cinco a seis meses nos criadouros. A vacinação é feita pelo próprio produtor, no abdômen do peixe, em dose única de 0,05 ml. Para vacinar, a recomendação é retirar um lote de peixes do criadouro e separá-los para a anestesia, que pode ser feita em recipiente com água e óleo de cravo ou benzocaína.

    O anestésico deixa o peixe sonolento para receber a dose. Posteriormente, ele volta para o tanque, sem qualquer comprometimento físico. De acordo com o professor Ulisses, ao contrário do que aparenta, a vacinação é fácil e rápida. Segundo ele, um tratador com prática pode vacinar até 10 mil peixes por dia.

    Linhas de pesquisa – Além do desenvolvimento de vacinas, o LABBEP da UEL trabalha com outras duas linhas de pesquisa. A bioinformática, que sequencia genoma de bactérias, com o objetivo de controle e prevenção de doenças. Outra linha é o desenvolvimento e validação de probióticos, produtos que utilizam microorganismos vivos os quais irão resultar em efeitos benéficos para os peixes, sejam no estímulo do sistema imune, competição na microbiota intestinal ou no auxílio ao aproveitamento dos nutrientes ingeridos. Nesta segunda linha de pesquisa, o Laboratório trabalha com duas bactérias atualmente.

    Mercado – A importância do estudo desenvolvido na UEL ganha força a partir da tendência mundial que coloca o peixe como a proteína animal mais produzida no planeta. A estimativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização da Alimentação e Agricultura da ONU (FAO) é que a produção global de peixes de cultivo ultrapassará a produção de peixes de captura a partir de 2020. A produção de peixes de cultivo cresceu 60% entre 2007 e 2017, chegando a 80 milhões de toneladas.

    No Brasil a piscicultura cresceu 8% em 2017, terminando o ano com a produção de 691.700 toneladas de peixes cultivados. Com este resultado, a atividade voltou ao eixo normal de crescimento, após enfrentar dificuldades em 2016, com redução dos investimentos e queda no consumo. O Paraná é o primeiro produtor brasileiro, tendo registrado produção de 112 mil toneladas no ano passado.

    A Tilápia é a mais importante espécie de peixe cultivado no Brasil. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura, a espécie representa 51,7% da piscicultura nacional, com 357.639 toneladas em 2017. A segunda posição não é de uma espécie em si, mas de uma categoria, os nativos – tambaqui, carpa e truta. Os dados são do Anuário 2018 da Associação Brasileira da Piscicultura.

    Fonte: UEL – Universidade Estadual de Londrina