Autor: Julia Calaça

  • Piscicultura recebe novo Ministro da Pesca, Édipo Araújo, com otimismo e foco em agenda regulatória

    Piscicultura recebe novo Ministro da Pesca, Édipo Araújo, com otimismo e foco em agenda regulatória

    PEIXE BR projeta avanços e aponta temas urgentes como tilápia importada e licenciamento

    A nomeação de Édipo Araújo para o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) é recebida com expectativa positiva pela PEIXE BR. Engenheiro de Pesca formado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), o novo ministro integra uma geração que contribuiu para a transformação do extrativismo predatório no Norte em uma cadeia produtiva mais estruturada e sustentável.  

    Para a entidade, sua experiência e conhecimento do setor reforçam a perspectiva de uma gestão técnica e alinhada às demandas da piscicultura brasileira. 

    A associação destaca, no entanto, a necessidade de avanços imediatos em temas regulatórios que impactam diretamente a atividade. Entre as prioridades, estão a elaboração, pela Consultoria Jurídica do MPA, de parecer sobre a atuação da CONABIO na definição de lista de espécies exóticas invasoras sem a devida Análise de Impacto Regulatório (AIR); a articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para garantir o cumprimento da legislação vigente e a realização da Análise de Risco de Importação (ARI) da tilápia proveniente do Vietnã; e a prorrogação por três anos da obrigatoriedade da Licença de Aquicultor.  

    Diante das oportunidades e desafios, a PEIXE BR se coloca à disposição para contribuir com o Ministério no avanço de políticas que fortaleçam a piscicultura brasileira. 

  • PEIXE BR parabeniza nomeação de André de Paula à frente do Mapa e reforça prioridades do setor

    PEIXE BR parabeniza nomeação de André de Paula à frente do Mapa e reforça prioridades do setor

    De acordo com a associação, nova gestão é vista como oportunidade para destravar pautas da piscicultura

    A PEIXE BR parabeniza o ministro André de Paula pela nomeação ao comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para a entidade, este é o ministério mais estratégico para o agronegócio brasileiro, com a expectativa de uma gestão marcada pelo diálogo e pela articulação com o setor produtivo. 

    A associação destaca a trajetória do ministro na vida pública e sua atuação recente à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura, período em que a piscicultura brasileira avançou nas exportações, assumindo agora a pasta em um momento relevante para a piscicultura. 

    Como pautas prioritárias, a PEIXE BR reforça a necessidade de envio de missão técnica ao Vietnã para a realização da Análise de Risco de Importação (ARI) da tilápia, conforme a legislação vigente, além da intensificação da fiscalização nos portos brasileiros sobre a entrada de filés e outros produtos da atividade. 

    A entidade se coloca à disposição para contribuir com o Ministério na construção de políticas públicas que fortaleçam a produção nacional e ampliem a competitividade da piscicultura brasileira. 

  • América Latina surge como alternativa estratégica para exportações de tilápia

    América Latina surge como alternativa estratégica para exportações de tilápia

    Brasil aposta em proximidade logística e novos mercados, a exemplo do México, para expandir presença internacional

    A piscicultura brasileira vive um momento de mudanças. Diante de novas barreiras comerciais e da crescente concorrência internacional, o setor intensifica a busca por mercados alternativos para a tilápia — hoje altamente dependente dos Estados Unidos, destino de cerca de 92% das exportações.

    Para o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, o cenário atual pressiona por uma mudança de estratégia e abre espaço para crescimento. “Estamos entrando nos anos de ouro da tilapicultura nacional. Não é um caminho sem desafios, mas é um período com mais oportunidades para quem estiver preparado”, realça.

    Mesmo com a concentração no mercado norte-americano, o desempenho recente indica resiliência. Segundo o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Xavier Pedroza Filho, as exportações cresceram cerca de 2% no último ano, apesar da adoção de tarifas a partir de agosto. Para ele, isso mostra que, mesmo diante de adversidades, o setor segue competitivo. “Mas a dependência de um único mercado exige atenção”, alerta.

    Com o novo cenário, países da América Latina ganham relevância na estratégia de expansão. O México desponta como um dos principais alvos. O país importa cerca de 92 mil toneladas de tilápia por ano, mais da metade do volume adquirido pelos Estados Unidos. Apesar disso, a presença brasileira ainda é limitada.

    “É um mercado que começou a ser explorado mais recentemente, ainda com volumes modestos, mas com grande potencial de crescimento”, discorre Pedroza.

    Outros destinos, como Colômbia e Peru, também aparecem como oportunidades concretas. Além do volume expressivo de importações, a proximidade geográfica pode garantir vantagem logística ao Brasil frente a concorrentes asiáticos.

    Gargalo industrial trava avanço em mercados de grande volume

    Atualmente, o principal entrave para o avanço nesses mercados não está na produção, mas no tipo de produto ofertado, compartilha Medeiros. Hoje, o Brasil exporta majoritariamente filé fresco, um item de maior valor agregado, porém com menor escala.

    No mercado global, a dinâmica é outra. Ou seja, o volume está concentrado no produto congelado, mais barato e amplamente dominado por países como China e Vietnã.

    “Diante desse contexto, a indústria brasileira passa por um momento de reorganização. A expectativa é que novas regras permitam ampliar a competitividade no filé congelado, o que pode mudar o posicionamento do país no mercado internacional”, explica o pesquisador da Embrapa.

    A possível flexibilização de normas industriais é vista como um ponto-chave para essa mudança. Para Medeiros, o impacto pode ser imediato. “O ganho de competitividade pode vir muito mais rápido do que em outras frentes. Ajustes industriais têm potencial de gerar resultados em curto prazo, ao contrário de avanços produtivos, que levam anos”, ressalta.

    Segundo ele, a vantagem de concorrentes asiáticos está diretamente ligada à eficiência industrial — e não necessariamente à produção primária. “É essa diferença que o Brasil precisa reduzir para disputar mercados de maior volume”, salienta.

    Além dos desafios competitivos, o setor enfrenta entraves comerciais relevantes. O principal deles é o fechamento do mercado europeu para o pescado brasileiro desde 2017.

    Na avaliação de Medeiros, a reabertura depende de negociações diplomáticas e adequações sanitárias, o que foge do alcance direto do setor produtivo. “Esse bloqueio reforça ainda mais a necessidade de diversificar mercados e reduzir riscos”, completa Pedroza.

    Coordenação e inteligência de mercado ganham protagonismo

    Com o cenário mais competitivo, a articulação entre indústria, associações e pesquisa ganha peso na estratégia do setor. A atuação conjunta entre PEIXE BR e Embrapa tem orientado a identificação de mercados e o direcionamento das empresas.

    “A associação organiza informações, aponta caminhos e antecipa tendências. A decisão é do empresário, mas é fundamental ter clareza sobre onde estão as oportunidades”, reforça Medeiros.

    Sendo assim, a ampliação de mercado deve marcar a próxima fase da tilapicultura brasileira, com maior inserção internacional e pressão por competitividade. Além da tilápia, espécies nativas como o tambaqui despontam como vetor de crescimento, sobretudo no mercado interno e, no longo prazo, nas exportações.

    “A palavra-chave para 2026 é ampliação de mercado, dentro e fora do Brasil”, resume Manoel Pedroza.

    Sobre a PEIXE BR

    A PEIXE BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade da atividade e do ambiente regulatório do segmento no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente.

  • IBAMA classifica pirarucu como espécie invasora fora da área natural e gera reação da piscicultura brasileira

    IBAMA classifica pirarucu como espécie invasora fora da área natural e gera reação da piscicultura brasileira

    Nova instrução normativa acende alerta sobre insegurança jurídica, impacto em investimentos e falta de diálogo com a cadeia produtiva

    A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu (Arapaima gigas) como espécie exótica invasora fora de sua área natural, por meio da Instrução Normativa nº 7/2026, acendeu um alerta imediato na piscicultura brasileira.  

    A medida, com efeitos diretos sobre a produção e os investimentos no setor, já mobiliza produtores e entidades diante do risco de insegurança jurídica e impacto na expansão da atividade. 

    A decisão surpreendeu agentes do setor, uma vez que o tema ainda estava em discussão no âmbito da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), levantando questionamentos sobre a condução do processo e a ausência de alinhamento institucional. 

    Considerada uma das espécies mais promissoras da piscicultura nacional, o pirarucu já possui produção estabelecida em diversos estados e apresenta elevado potencial de expansão. A nova classificação, no entanto, impacta diretamente o ambiente de negócios, afetando investimentos, planejamento produtivo e a segurança jurídica de produtores em todo o país. 

    Para o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, a medida traz insegurança e contradições no direcionamento das políticas públicas. “A decisão causa grande preocupação ao setor, especialmente pela falta de diálogo em um tema tão sensível. O pirarucu é uma espécie estratégica para a piscicultura brasileira, com forte potencial de geração de renda e desenvolvimento regional”, realça. 

    Além disso, Medeiros também destaca o paradoxo regulatório envolvendo a espécie. “Há poucos anos, os próprios governos federal e estadual reconheciam o potencial do pirarucu para a aquicultura e incentivavam sua produção. Agora, vemos uma mudança que pode restringir sua utilização, criando insegurança jurídica e um precedente preocupante para o setor produtivo”, completa. 

    Diante do cenário, a PEIXE BR defende a revisão da normativa e reforça a importância da construção conjunta de políticas públicas. A entidade também cobra uma atuação mais firme do Ministério da Pesca e Aquicultura na defesa da piscicultura nacional, buscando garantir previsibilidade e estabilidade para os produtores. 

    Sobre a PEIXE BR 

    A PEIXE BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade do segmento e do ambiente regulatório da atividade no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente. 

  • Pela primeira vez, importações de tilápia superam exportações brasileiras

    Pela primeira vez, importações de tilápia superam exportações brasileiras

    Volume importado atinge 6,5% da produção mensal e pressiona competitividade da cadeia nacional

    O avanço das importações de tilápia acendeu um sinal de alerta em um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro. Em fevereiro de 2026, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé do Vietnã, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, em um movimento que, pela primeira vez, superou as exportações nacionais e já representa 6,5% da produção mensal. 

    O dado chama atenção em um setor que, até então, vinha sustentando crescimento consistente e acima da média das demais proteínas animais. “A tilápia brasileira é a proteína que mais cresceu no país nos últimos 11 anos, com expansão superior a 10% ao ano, acima de suínos, aves, bovinos, leite e ovos. Esse resultado é mérito de toda a cadeia produtiva”, ressalta o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros. 

    O avanço do produto importado, no entanto, muda a dinâmica do mercado. O filé vietnamita chega ao Brasil com preços entre R$ 25 e R$ 29 por quilo, patamar considerado agressivo pelo setor, por se aproximar do custo da matéria-prima nas indústrias nacionais. 

    “Esse é praticamente o preço do peixe quando chega ao frigorífico no Brasil. Isso cria uma distorção importante na concorrência”, diz Medeiros. 

    Competitividade pressionada fora da porteira 

    Apesar dos ganhos expressivos dentro da porteira, com alta produtividade, tecnologia e eficiência, a cadeia brasileira perde competitividade ao longo da cadeia. 

    Custos tributários elevados, encargos trabalhistas e exigências ambientais mais complexas são apontados como os principais gargalos. Ao mesmo tempo, o produto importado chega com vantagens competitivas, como isenção de ICMS em alguns estados. 

    “Temos uma produção altamente eficiente, talvez a mais competitiva do mundo dentro da porteira. Mas, fora dela, a carga tributária e a burocracia comprometem esse desempenho”, discorre o presidente. 

    Para o setor, o ponto central não é restringir importações, mas garantir condições equilibradas de competição. “Defendemos isonomia tributária, sanitária, trabalhista e ambiental. Só assim teremos uma concorrência justa”, reforça. 

    Risco sanitário entra no radar 

    Além da pressão sobre preços, a origem do produto também preocupa. O Vietnã registra enfermidades ainda inexistentes no Brasil, como o vírus TiLV, considerado altamente letal para a tilápia. 

    Para contornar esse cenário, a PEIXE BR solicitou ao MAPA o envio de missão técnica ao país asiático para realização da Análise de Risco de Importação (ARI), procedimento previsto na legislação brasileira. 

    “Existem doenças no Vietnã que não estão presentes aqui e que têm alta taxa de mortalidade. Precisamos dessa análise com urgência”, diz Medeiros. 

    Mercado em transição 

    O aumento das importações ocorre em um momento estratégico para o setor, com recuperação de preços no mercado interno impulsionada pela Quaresma. Ainda assim, o crescimento da oferta externa pode neutralizar esse movimento e pressionar a rentabilidade da cadeia. 

    “As exportações ajudam a equilibrar o mercado interno. Com o avanço das importações, esse efeito é reduzido, o que pode gerar impacto negativo para o setor”, ressalta Medeiros. 

    Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores globais de tilápia e mantém potencial de expansão. No entanto, a continuidade desse crescimento depende de ajustes no ambiente regulatório e na competitividade fora da porteira. 

    “Construímos uma cadeia sólida nos últimos 20 anos, uma das mais promissoras do agro brasileiro. Não somos contra a importação, mas precisamos de condições iguais para competir”, conclui Medeiros. 

    Sobre a PEIXE BR 

    A PEIXE BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade do segmento e do ambiente regulatório da atividade no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente. 

  • PEIXE BR participa da maior feira de pescados da América do Norte para ampliar exportações brasileiras

    PEIXE BR participa da maior feira de pescados da América do Norte para ampliar exportações brasileiras

    Evento reúne fornecedores de 50 países e conecta compradores e empresas da cadeia global de pescados

    A PEIXE BR participará da Seafood Expo North America considerada a maior feira de negócios do setor de pescados da América do Norte, realizada em Boston (EUA) entre os dias 15 e 17 de março. A presença brasileira ocorre em um momento estratégico para fortalecer as exportações de pescado para os Estados Unidos, principal destino de produtos como tilápia e tambaqui.  

    Para o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, o momento é uma oportunidade importante de estreitar relações com a região e ampliar a divulgação da proteína brasileira. “A tilápia é o pescado mais exportado pelo Brasil e, juntamente com o tambaqui, os Estados Unidos são o principal comprador desses produtos, especialmente o filé de tilápia fresco”, realça. 

    Segundo ele, com a nova tarifa de importação de 10%, o Brasil volta ao mercado com bastante força em função da qualidade dos produtos. “É hora de falar com os compradores americanos e reforçar as parcerias”, destaca. 

    A presença da entidade no evento também reforça o trabalho de promoção do pescado brasileiro no mercado internacional, destacando a rastreabilidade, a sustentabilidade e o potencial de crescimento da piscicultura nacional. Ao lado de Francisco, o vice-presidente do Conselho de Administração da PEIXE BR e da Fider Pescados, Juliano Kubitza, também estará à frente dessa missão. 

    Além da participação institucional da PEIXE BR, empresas associadas também estarão presentes com estandes próprios na feira, apresentando seus produtos ao mercado internacional e ampliando as oportunidades de negócios com importadores e distribuidores. Entre as companhias brasileiras confirmadas estão a Ayamo, Brazilian Fish, Copacol, Zaltana e Mar & Terra. 

    Centro de negócios do setor, a feira reúne compradores, fornecedores e profissionais da indústria de seafood de todo o mundo e é considerada um dos principais pontos de encontro globais da atividade. A exposição concentra fornecedores de cerca de 50 países com o objetivo de conectar compradores norte-americanos a produtos, serviços e soluções da cadeia de pescados em um único ambiente. 

    Sobre a PEIXE BR 

    A Peixe BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade do segmento e do ambiente regulatório da atividade no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente. 

  • Piscicultura brasileira supera 1 milhão de toneladas e consolida década de crescimento recorde

    Piscicultura brasileira supera 1 milhão de toneladas e consolida década de crescimento recorde

    Setor avança 58,6% em dez anos, produção de tilápia dispara 148,2% e país reforça protagonismo nas Américas, aponta novo Anuário da PEIXE BR

    A PEIXE BR lançou hoje, 24 de fevereiro, a 10ª edição do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, que consolida o setor como um dos mais dinâmicos do agronegócio nacional. A publicação revela que, nos últimos 10 anos, a atividade brasileira cresceu 58,6% e, em 2025, atingiu pela primeira vez a marca histórica de 1 milhão de toneladas produzidas. No mesmo período, a produção de tilápia avançou expressivos 148,2%, reforçando o protagonismo da espécie no país.

    Principal referência estatística da cadeia produtiva de peixes de cultivo, o Anuário 2026 apresenta dados inéditos e atualizados sobre produção nacional e por estado, consumo, mercado, tendências e perspectivas estratégicas para os próximos anos. A edição comemorativa também reúne os principais acontecimentos de 2025 e análises sobre o cenário atual. 

    “O resultado apresentado nesta 10ª edição demonstra a força e a maturidade da piscicultura brasileira. Mesmo diante de um ano desafiador, superamos a marca de 1 milhão de toneladas e consolidamos uma década de crescimento consistente. A piscicultura deixou de ser uma promessa para se tornar protagonista nas Américas, com ganhos expressivos em produtividade, tecnologia e competitividade”, compartilha o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros.

    No evento em Brasília (DF), estiveram presentes o presidente do conselho de administração da PEIXE BR, Mauro Nakata; o vice-presidente da PEIXE BR, Juliano Kubitza; o diretor do Departamento de Águas da União, substituto do ministro de estado da Pesca e Aquicultura, Felipe Bodens; o deputado federal – presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, Luiz Nishimori e o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores.

    Para acessar o Anuário 2026, acesse www.peixebr.com.br/anuario-2026 e baixe gratuitamente a publicação.

  • PEIXE BR leva à Secretaria de Agricultura de SP pedido de suspensão da tilápia importada e revisão do ICMS no estado

    PEIXE BR leva à Secretaria de Agricultura de SP pedido de suspensão da tilápia importada e revisão do ICMS no estado

    Entidade se reuniu com o secretário de agricultura paulista para levar pleitos considerados estratégicos para a cadeia produtiva da tilápia

    A PEIXE BR (Associação Brasileira da Piscicultura) participou, nesta terça-feira (3), de uma reunião com o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Mello Filho, para tratar de temas considerados estratégicos para a piscicultura nacional e para a cadeia produtiva da tilápia.

    Entre as pautas apresentadas está a solicitação de suspensão da importação de filé de tilápia do Vietnã pelo Estado de São Paulo, nos moldes do que já foi adotado por Santa Catarina, medida homologada pela Justiça. A preocupação central é o risco sanitário da introdução do vírus TiLV (Tilapia Lake Virus), enfermidade ausente no estado paulista e que pode comprometer a sanidade da produção local.

    Outro ponto de destaque é a tributação do filé de tilápia importado. Atualmente, o Estado de São Paulo cobra ICMS da produção local e do pescado proveniente de outros estados brasileiros, enquanto o filé de tilápia importado conta com ICMS zero, o que, segundo as entidades, gera distorção concorrencial.

    A reunião na Secretaria de Agricultura é considerada fundamental para abrir o diálogo com o governo estadual sobre segurança sanitária, competitividade e equilíbrio tributário, temas que impactam diretamente produtores, indústrias, empregos e investimentos no setor aquícola.

    Participaram do encontro o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, e os  conselheiros da associação, Mauro Nakata, Juliano Kubitza, Celso Torquato e Ramon Amaral; representantes das entidades da PEIXE SP, PANGA BR e ABIPESCA; e o deputado estadual de São Paulo, Itamar Borges.

  • Acordo Mercosul-UE abre janela de oportunidade para a tilápia e peixes nativos brasileiros na Europa

    Acordo Mercosul-UE abre janela de oportunidade para a tilápia e peixes nativos brasileiros na Europa

     Eliminação de tarifas e novos mecanismos sanitários elevam o potencial da piscicultura nacional no médio e longo prazo, diz PEIXE BR

    Anunciado recentemente, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia traz impacto direto e imediato para a competitividade da tilápia brasileira no mercado europeu. Com a inclusão do produto na Categoria “0”, as tarifas de importação — hoje entre 7,5% e 9% — serão eliminadas já no primeiro dia de vigência do tratado, sem a imposição de cotas de exportação. 

    Na prática, a medida permite ao exportador brasileiro reduzir o preço final em quase 10% ou ampliar margens, colocando o país em igualdade de condições com fornecedores que já têm acordos com a UE, como Vietnã e países da América Central. O cenário abre espaço para o crescimento das exportações e maior previsibilidade para a indústria nacional. 

    Do ponto de vista sanitário, o acordo não derruba automaticamente o bloqueio vigente desde 2017, mas cria instrumentos jurídicos para um futuro desbloqueio. Entre os avanços estão o reconhecimento do pre-listing — que reduz a necessidade de inspeções individuais — e da regionalização sanitária, evitando que problemas pontuais impeçam exportações de todo o país. 

    Para o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, o tratado representa uma oportunidade estratégica. “O acordo Mercosul–UE é uma grande janela de oportunidade a médio e longo prazo para a aquicultura nacional, abrindo novos mercados para a tilápia e para nossos peixes nativos. É um mercado exigente e seletivo, mas que com certeza irá nos impulsionar para frente, tanto em produção quanto em qualidade”, realça. 

    Sobre a PEIXE BR 

    A PEIXE BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade da atividade e do ambiente regulatório do segmento no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente.