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  • Peixe BR aborda potencial aquícola do Nordeste em evento no Recife (PE)

    Peixe BR aborda potencial aquícola do Nordeste em evento no Recife (PE)

    A Peixe BR marcará presença no Simpósio sobre Inovação Tecnológica na Produção de Aves, Peixes e Suínos, que será realizado nos dias 21 e 22 de maio, em Recife (PE). Como parte do programa “Facta na Estrada”, o evento reunirá diversos especialistas para discutir o potencial da região.

    Na programação técnica, o painel “Oportunidades de negócios nas áreas de aves, suínos e pescado para a região Nordeste” abrirá a mesa-redonda do primeiro dia e contará com a participação de Franscisco Medeiros, presidente da Peixe BR. Durante a apresentação, o especialista destacará as perspectivas de crescimento para a piscicultura local.

    De acordo com Medeiros, a região é um dos principais polos produtores de tilápia do Brasil e se caracteriza por uma produção que chega “in natura” para o consumidor final. Esse diferencial, porém, traz vantagens e desvantagens para o setor produtivo.

    “A vantagem é levar a toda população do Nordeste uma proteína de qualidade e com preço acessível. Por outro lado, a desvantagem é que sem indústria de processamento o produto não acessa as principais redes de varejo e, por consequência, não aproveita as oportunidades proporcionadas pelo mercado internacional”, avalia Medeiros.

    Diante desse desafio, o caminho mais eficaz é sensibilizar os investidores locais, principalmente os que já atuam na cadeia de aves na região, a investirem na tilapicultura – um movimento que já ocorre nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

    De olho nas oportunidades

    Segundo Medeiros, um grande potencial estratégico na região Nordeste é o complexo de hidrelétricas do rio São Francisco e também as áreas que margeiam o rio e os canais de derivação para implementação de tilapicultura em viveiros escavados. O foco é utilizar os locais sistematizados para irrigação de arroz, que hoje encontram-se inativados.

    Além disso, outra janela de crescimento para o setor é o investimento na criação de panga, uma grande oportunidade para a região, porém, explica Medeiros, ainda necessita da normalização do Ibama.

    Sobre a Peixe BR

    A Peixe BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade da atividade e do ambiente regulatório no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente.

  • Nota Oficial – Peixe BR critica decisão do governo brasileiro em liberar importação de tilápia do Vietnã

    Nota Oficial – Peixe BR critica decisão do governo brasileiro em liberar importação de tilápia do Vietnã

    A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade que valoriza, fomenta e defende a cadeia da produção de peixes cultivados no Brasil, considera imprudente a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em revogar a suspensão da importação de tilápia oriunda do Vietnã. 

    A importação havia sido suspensa pelo governo brasileiro por meio do Despacho Decisório nº 270, de 9 de fevereiro de 2024, publicado no Diário Oficial da União em 14 de fevereiro de 2024, com base em alertas sanitários feitos por esta entidade sobre a presença do vírus TiLV – uma enfermidade infecciosa e altamente contagiosa entre os peixes – além de práticas industriais que não atendem às normas sanitárias brasileiras. 

    A revogação dessa suspensão, formalizada por meio do Despacho Decisório nº 379, de 23 de abril de 2025, revertendo a suspensão, desconsidera os riscos sanitários apontados anteriormente e ocorre em meio a tratativas comerciais entre os governos do Brasil e do Vietnã. 

    A reversão da medida, sem garantias de que tais riscos tenham sido plenamente mitigados, representa uma ameaça à segurança sanitária dos consumidores brasileiros.  

    A Peixe BR reitera seu compromisso com a qualidade do pescado brasileiro, com a segurança alimentar da população e com a defesa de uma concorrência justa e equilibrada para a aquicultura nacional. 

  • Projeto de lei no Senado pede separação da aquicultura da pesca

    Projeto de lei no Senado pede separação da aquicultura da pesca

    A regulamentação de maneira distinta das atividades de pesca e de aquicultura é o objetivo central do Projeto de Lei 4.470, de autoria do senador Marcos Rogério (PL RO), que foi protocolado no Senado Federal.

    “A proposta foi motivada por erros conceituais na Lei nº 11.959/2009, de 2009, que trata a aquicultura como uma extensão da pesca, ignorando suas características distintas como uma atividade de produção animal controlada e manejável. Esse enquadramento inadequado gerou excesso de burocracia, perda de competitividade e eficiência, prejuízos ao crescimento econômico e à inovação tecnológica do setor”, assinala o senador, que atende pleito da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

    “O aumento significativo da produção de aquicultura no Brasil nos últimos anos, que passou de 415 mil toneladas, em 2009, para 887 mil toneladas, em 2023, evidencia a necessidade de uma legislação moderna e específica, que reconheça a aquicultura como uma atividade distinta e tecnificada, semelhante a outras atividades agropecuárias – como a produção de bovinos, aves e suínos no país”, complementa Marcos Rogério.

    Para Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR, o projeto de lei é extremamente importante para dar condições de crescimento ainda maior da produção de peixes de cultivo, como tilápia, tambaqui e uma grande diversidade de peixes nativos.

    Entre os pontos positivos do projeto estão:

    Redução da burocracia: Eliminação de registros e licenças desnecessárias que não se aplicam à aquicultura, permitindo maior foco na produção e na inovação

    Melhoria no ambiente de negócios: Proporciona segurança jurídica e incentiva investimentos e adoção de novas tecnologias, com maior previsibilidade dos retornos financeiros

    Competitividade e eficiência: Estabelece regulamentações específicas para a aquicultura, separando-a da pesca, permitindo que o setor opere com maior autonomia e eficiência

    Sustentabilidade ambiental: Promove práticas específicas para gestão ambiental da aquicultura, diferentes das exigidas para a pesca

    Desenvolvimento econômico e geração de empregos: Estimula o crescimento do setor, garantindo mais oportunidades de trabalho e maior competitividade no mercado nacional e internacional

    “Nossa proposta é reflexo de demanda geral de todo o setor e todas as associações vinculadas à aquicultura brasileira, que viam este pleito de separação da pesca como uma pendência histórica. Já se somam 15 anos desde a primeira lei e o setor ainda está como um apêndice da pesca dentro de nosso arcabouço jurídico”, assinala o autor do projeto de lei.

    Marcos Rogério ressalta que o PL facilitará a vida dos gestores públicos do Ministério da Pesca e Aquicultura e das secretarias estaduais de pesca e aquicultura, ao separar o joio do trigo. “A maior clareza da lei facilitará o entendimento e a execução das políticas públicas de forma segmentada, como deve ser. Pois hoje um peixe proveniente da aquicultura possui processos e tecnologias de manejo e gestão muito mais similares aos frangos de granjas que dos peixes provenientes da pesca extrativa”.

    O projeto de lei também trata de dois pontos defendidos pela Peixe BR: a não exigência do RGP (Registro Geral de Pescador) para a piscicultura e a licença da aquicultura, hoje obrigatórios.

    “É importante reiterar que não há a necessidade da extensão do RGP – criado para monitorar as embarcações pesqueiras – para a aquicultura. Os aquicultores já enfrentam uma série de burocracias, como licenciamento ambiental, outorga de uso da água, necessidade de titulação da terra (regularização fundiária), Boletim de Produção, Guia de Trânsito Animal (GTA), Cadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, entre outros protocolos sanitários. Logo, a licença da aquicultura não possui utilidade alguma, por não agregar informações sobre a atividade. Apenas serve para travar o setor e criar insegurança jurídica no campo”, relata o senador Marcos Rogério.

    “Estas demandas são prioritárias da Peixe BR desde o início de suas atividades, há 10 anos. Estamos proibidos de exportar peixes de cultivo para a União Europeia devido a uma decisão dos europeus relacionada à barcos de pesca. Isso é injusto e o projeto de lei aborda três mudanças essenciais: a regulamentação distinta da pesca e da aquicultura, o fim da obrigatoriedade do RGP para o setor de peixes de cultivo e da licença da aquicultura”, resume Francisco Medeiros.

     

  • O caminho, a verdade e a vida na piscicultura brasileira

    O caminho, a verdade e a vida na piscicultura brasileira

    Por Francisco Medeiros, Presidente Executivo da Peixe BR.

    Quando fazemos uma retrospectiva da piscicultura brasileira as histórias estão muito recentes e muitos de seus personagens continuam trabalhando entre nós e compartilhando suas experiências, para a produção de uma proteína animal que já entrou no cesto de oportunidades do agronegócio brasileiro e com o andar da carruagem, se observa que vai encontrando seu espaço e se expandindo.

    Com exceção da chuva, nada mais cai do céu que nos ajude a construir e levar nossa vida e negócios para frente, e no caso da piscicultura, a chuva e a água, são condições primárias para a implantação e desenvolvimento da atividade, um fator que lutamos para ter a gestão total deste importante insumo, porém ele na sua naturalidade e pureza segue seu próprio caminho, influenciando o desempenho produtivo e os resultados econômicos.

    A relação do homem com a água e o peixe transcende ao nosso conhecimento da própria história humana, uma fonte proteica que com certeza nos permitiu chegar hoje onde estamos, seja no desenvolvimento muscular e principalmente intelectual, uma relação tão íntima que olhar a água e os peixes nela presentes é uma das experiências mais relaxantes que existe para os humanos, pois lá no fundo de nossas memórias primitivas, quando se vive um momento como este, vem à mente os motivos que nos levam a associar o peixe, com o nosso bem-estar.

    Experiência esta, que se repete na esfera espiritual, em especial para nós cristãos, quando associamos à vinda do filho de Deus, que viveu suas experiências humanas junto a pescadores e na multiplicação e consumo de peixes.

    Não há como negar que esse caminho foi longo até chegar os dias de hoje e estarmos aqui tratando da piscicultura, uma evolução do próprio homem que permitiu domesticar e cultivar os peixes para seu sustento e de sua família.

    Então, esse caminho da piscicultura brasileira é um processo natural inevitável? Tudo parecia indicar que sim, desde lá nos primórdios com o Von Ihering, Pedro Azevedo e, mais recentemente, com o Castagnolli e Geraldo Bernardino, porém a natureza humana, quando se trata de trilhar caminhos de desenvolvimento, mesmo que, já outrora percorridos por outros povos e que poderia, na cabeça dos primeiros visionários, construir uma robusta cadeia produtiva aqui no Brasil, se mostrou e se mostra nas suas formas mais perversas, não importando se o Brasil esteja se destacando como o maior importador de pescado da América Latina, com um déficit de US$ 1,1 bilhão na sua Balança Comercial, em 2023.

    De forma que, um caminho que parecia uma reta, se tornou à medida ia sendo construído, mais tortuoso, escorregadio, cheio de pedras e buracos.

    Será que esse futuro brilhante que poderia levar nosso país para ocupar a liderança da produção aquícola mundial teria sido uma análise errada dos nossos valorosos pioneiros? De forma alguma, na verdade, as curvas, a lama, os buracos e as pedras foram colocados por pessoas, irmãos nossos que não sendo especialistas em endireitar caminhos, limpar lamaçais, tapar buracos e retirar pedras, são exímios experts em criar dificuldades e atravancar o agronegócio mais importante no contexto alimentar mundial.

    São pessoas, gente como a gente que se encontram na ciência, nos governos, no mercado, enfim, no nosso meio, disfarçados de salvadores da pátria, de protetores do meio ambiente, de geradores de oportunidades, de defensores do produtor, mas no fundo mesmo, buscam tão somente seu destaque pessoal, interesses espúrios e egoísmo na forma mais pura.

    A vida como ela é na piscicultura, passa por tudo isso que acabamos de citar, mas a resiliência de quem faz o setor seguir firme, como os bisões, que são os únicos animais que enfrentam a nevasca de frente, um passo por vez, pois temos a certeza que essa nevasca vai passar.

    Diante de todas as dificuldades em nossas vidas em todos os segmentos, regulatórios, sanitários, tributários, econômicos, incluímos nos últimos 10 anos o peixe de cultivo no carrinho de compra do trabalhador na sua feira mensal.

    O peixe de cultivo foi a proteína animal que teve o maior crescimento percentual nos últimos 10 (dez) anos no Brasil, o que é motivo de orgulho para a sua cadeia de produção, também foi motivo para o aumento da regulação por parte dos órgãos municipais, estaduais e federais, demandando mais recursos para se questionar nosso modelo de negócio, criando barreiras que aumentam custos e nos proporcionam perda de competitividade, é a burocracia e a insensibilidade pública, mostrando sua face mais perversa.

    A vida de piscicultor não é para os fracos, mas esse processo seletivo a que somos submetidos diariamente, por todas as forças contrárias ao nosso negócio, por incrível que pareça, está gerando uma onda de crescimento maior do que a onda de repressão e atraso.

    Enfim, cá estamos construindo uma cadeia produtiva que produz a mais nobre das proteínas de origem animal, o pescado, cujo maior produtor,
    a China, já é o terceiro maior importador mundial.

    Tudo passa, inclusive nós, mas o peixe que esteve com o homem em toda sua jornada aqui na terra e representa a segurança alimentar para a população mundial, continuará fornecendo alimento para o homem de hoje e de amanhã, superando todas essas dificuldades, pelo que estaremos aqui no Brasil, no caminho da produção, com a verdade e para a vida.

  • Peixes de Cultivo na Cesta Básica Nacional!

    Peixes de Cultivo na Cesta Básica Nacional!

    Os peixes de cultivo devem (e merecem) fazer parte da lista das carnes da cesta básica nacional com alíquota zero na Reforma Tributária, em discussão pelo Congresso Federal.

    Há vários motivos para isso. Os peixes nativos – tambaqui, pirarucu e centenas de outras espécies – representam a primeira opção de proteína animal para os brasileiros das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, notadamente os de baixa renda. No Sul, Sudeste e Nordeste, o consumo é crescente, principalmente de tilápia. No Nordeste, inclusive, a espécie é facilmente encontrada no varejo e é cada vez mais consumida pelas diferentes classes, especialmente C, D e E.

    Isso ocorre porque além de ser criados em todo o país, os peixes de cultivo têm diversos nutrientes essenciais, como ômega 3, proteínas, minerais e vitaminas do complexo B, entre outros.

    A FAO, órgão da Organização das Nações Unidas que cuida da alimentação global, recomenda o consumo mínimo de 12 kg de peixes/ano por pessoa. No Brasil, o consumo per capita está em torno de 10 kg – incluindo todos os peixes.

    Ao invés de penalizar, a reforma tributária precisa criar condições para o aumento do consumo de peixes de cultivo. Eles estão disponíveis em todo o país, há espécies de baixo custo e são essenciais para atender às necessidades nutricionais das pessoas.

    Além disso, estamos falando da nutrição das pessoas. Cada tipo de carne possui determinados nutrientes essenciais. A tributação de uma carne certamente a tornará mais cara, reduzindo seu consumo e prejudicando a saúde das pessoas – especialmente as menos favorecidas.

    Não bastasse isso, a piscicultura é uma atividade vital para a sobrevivência de milhões de brasileiros que vivem da atividade para sua subsistência. Considerando todos os elos da cadeia produtiva, cerca de 4 milhões de pessoas vivem da piscicultura.

    Tributar os peixes de cultivo é taxar um alimento essencial e de alta qualidade nutricional que, além de tudo, é a forma de sustento de milhões de brasileiros.

    Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR)

  • MAPA e MPA anunciam suspensão das importações de tilápia do Vietnã

    MAPA e MPA anunciam suspensão das importações de tilápia do Vietnã

     

    Os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária (MAPA), e André de Paulta, da Pesca e Aquicultura (MPA), anunciaram, hoje (07.02.2024), que estão suspensas as importações de tilápia do Vietnã até que sejam feitas todas as análises de risco sanitário dos produtos vindos daquele país.

    “A decisão do MAPA e do MPA atende a insistentes pleitos da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Desde a confirmação da importação de um lote de tilápia do Vietnã, em dezembro, deixamos claro o receio de entrada no Brasil do vírus TILV, além do uso de polifostato no Vietnã para aumentar artificialmente o peso dos filés de tilápia e de pangasius”, ressalta Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.

    Em recente pronunciamento, Medeiros informou que o Brasil é um grande importador de pangasius do Vietnã e, como a análise dos peixes importados era feita por amostragem, “um volume não identificado de pangasius tratado com polifosfato está entrando no país. Isso também é preocupante, pois é uma fraude ao consumidor brasileiro”.

    Francisco Medeiros reforça que o Brasil não precisa da tilápia de fora para atender à demanda interna. “Somos o 4º maior produtor mundial e nossa produção aumenta ano após devido ao investimento dos piscicultores e da indústria de genética, nutrição, sanidade e equipamentos”.

    A Associação Brasileira da Piscicultura agradece a sensibilidade dos ministros Carlos Fávaro e André de Paula, que “entenderam a seriedade da questão e tomaram a decisão mais correta: suspender as importações de tilápia do Vietnã”.

  • Peixe BR questiona MAPA sobre riscos e custos da importação de tilápia do Vietnã

    Peixe BR questiona MAPA sobre riscos e custos da importação de tilápia do Vietnã

    Um lote de tilápia importada do Vietnã chegou ao Brasil em dezembro de 2023, causando muita preocupação à Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) e à cadeia da produção de peixes de cultivo como um todo.

    “Não temos informações se o lote passou por todas as análises de riscos sanitários, de maneira a garantir sua segurança para consumo. Da mesma forma, não conhecemos o processo de criação e de processamento da tilápia no Vietnã, o que também consideramos preocupante”, ressalta Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR.

    “Também temos muitas dúvidas sobre o custo da importação, tendo em vista que os valores pagos são inferiores ao custo de produção no Brasil. Isso é dumping”, assinala o dirigente.

    “Além disso, a importação em si causa muita estranheza, já que o Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, cultiva a espécie segundo os mais rígidos critérios de boas práticas – incluindo alimentação balanceada e controle sanitário. A tilápia brasileira prima pela qualidade e é, sem dúvida, uma das melhores do mundo. E a oferta interna cresce ano após ano”, complementa Medeiros.

    O presidente executivo da Peixe BR também questiona a importação, considerando o desenvolvimento e a importância econômica e social da cadeia da produção de tilápia no Brasil. “A piscicultura brasileira é uma atividade em expansão, que reúne mais de 1 milhão de produtores – sendo a expressiva maioria de pequenos – e gera igualmente cerca de 1 milhão de empregos. A representatividade social da atividade é gigantesca. A importação pode comprometer a própria sobrevivência de pequenos piscicultores”.

    A Peixe BR está em contato permanente com o Ministério da Pesca e Aquicultura, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério do Trabalho e do Emprego para saber se foram realizadas todas as análises de risco sanitário necessárias e entender os motivos da importação.

  • Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba é a nova região para coleta de dados do Indicador de Preços da Tilápia, da Peixe BR

    Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba é a nova região para coleta de dados do Indicador de Preços da Tilápia, da Peixe BR

    O Indicador de Preços da Tilápia, iniciativa da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) e realização do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), inclui, a partir de janeiro de 2024, a região do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

    Com mais esta localidade, agora são cinco as localidades de coleta semanal de preços de tilápia: região dos Lagos, que engloba São Paulo e Mato Grosso do Sul; norte e oeste do Paraná; Morada Nova de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

    A inclusão do indicador no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba conta com patrocínio da Sicoob Aracoop, que também renovou o contrato para coleta de dados em Morada Nova de Minas.

    O Indicador de Preços da Tilápia, criado em 2021, considera a média ponderada dos preços de comercialização de tilápia na região-alvo, favorecendo o desenvolvimento da cadeia produtiva e possibilitando inclusive operações de crédito ao produtor rural (CPR), que utilizam o indicador como balizador de mercado.

    O acordo foi assinado por Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, e pelo presidente do Conselho de Administração do Sicoob Aracoop, Ramiro Ávila.

  • BC aprova aquisição do banco de câmbio Bexs pela britânica Ebury

    BC aprova aquisição do banco de câmbio Bexs pela britânica Ebury

    Com a transação, fintech britânica pretende integrar 3 mil clientes no país até 2025.

    O Banco Central (BC) aprovou a compra do banco de câmbio Bexs pela fintech britânica Ebury que é controlada pelo Santander, que havia sido anunciada em maio do ano passado. Segundo a companhia, a aquisição ampliará a oferta da Ebury de soluções internacionais de transferência de dinheiro para pequenas e médias empresas (PMEs) e produtos digitais para empresas on-line no Brasil, especialmente marketplaces, aplicativos e empresas de software.

    Luiz Henrique Didier Jr, até então CEO do Grupo Bexs, foi nomeado diretor-executivo da Ebury no Brasil, responsável por liderar o negócio na região. Com a aquisição, a Ebury pretende integrar 3 mil clientes no país até 2025.

    O executivo comenta que no mercado brasileiro se fala muito de contas internacionais B2C (empresas para clientes), mas não há uma solução B2B (empresa para empresa) como a da Ebury. Ele diz que o Brasil já nasce como um país relevante para a fintech, entre os três maiores mercados, e com potencial para ser o maior de todos.

    “A conclusão dessa aquisição indica que agora podemos acelerar a conexão do Brasil com as principais regiões econômicas do mundo”, comenta Didier. “Estamos animados em expandir nossa oferta para PMEs no Brasil que atuam no comércio internacional e fortalecer nossa liderança no atendimento a plataformas digitais de e-commerce, investimentos e outras empresas que atuam no segmento crossborder”.

    Para Fernando Pierri, diretor comercial global da Ebury, a aquisição revela um grande potencial para a companhia oferecer novos serviços de câmbio para empresas brasileiras e integrar soluções de pagamento a plataformas globais. “O mundo dos pagamentos internacionais ainda tem muitos pontos de fricção, e continuaremos a inovar para apresentar soluções que melhorem a experiência dos usuários desses serviços”.

    Com a conclusão da operação, o Bexs passará a se chamar Ebury Bank no Brasil. Fundada em 2009 pelos espanhóis Juan Lobato e Salvador García, a Ebury tem crescido bastante nos últimos anos. O volume anual de transações desde sua fundação soma mais de 27 bilhões de libras esterlinas. A meta global da empresa é atingir receitas de 1 bilhão de libras.

    Fonte: Valor Econômico
    Foto: Nilani Goettems/Valor