Categoria: Notícias

  • Compesca discute tributação e legislação em SP

    O Secretário Executivo da PEIXE BR, Francisco Medeiros, participou da reunião no COMPESCA, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no final de agosto. O evento contou com a presença do Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Helder Barbalho.
    O coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp (Compesca), Roberto Imai, fez apresentação sobre as principais demandas do setor no Estado de São Paulo, principalmente em relação à questão de licenciamento ambiental e ao regime de ICMS adotado para o pescado, que está representando perda de competitividade para as empresas paulistas.
    Legenda da foto: Edson Kubo (Diretor do Instituto de Pesca), Roberto Imai (Coordenador da Compesca(, João Escorvo (APTA), Francisco Medeiros (Secretário Executivo da Peixe BR) e Newman Costa (Coordenadora Nacional de Aquicultura do Sebrae)

  • A Piscicultura em Mato Grosso na Aquishow 2015

    Durante a VI Aquishow, o Secretário Executivo da PEIXE BR, Francisco Medeiros, fez apresentação sobre a comercialização de peixes em Mato Grosso.
    O estado caracteriza-se pela produção e comercialização de peixes nativos, principalmente os redondos (pacu, tambaqui e tambatinga) e pintado da Amazônia.
    Atualmente, 30% da produção são comercializados para outros estados. Na sua maioria, são peixes frescos com baixo nível de processamento.
    A atividade em MT está crescendo a taxas superiores a 15% ao ano, mas necessita melhorar os canais de comercialização para manter a saúde financeira do negócio nos próximos anos.

  • Licenciamento ambiental de SP na pauta

    Durante a reunião da VI Aquishow, em Santa Fé do Sul (SP), o presidente da PEIXE BR, Eduardo Amorim, e o secretário executivo, Francisco Medeiros, reuniram-se com o Secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e o Diretor do Instituto de Pesca, Edson Kubo, para tratar principalmente dos processos de licenciamento ambiental da Piscicultura no estado de São Paulo.
    A dificuldade na obtenção do licenciamento ambiental no estado de São Paulo está provocando fuga de investimento para os estados vizinhos, principalmente Mato Grosso do Sul.
    A legislação ambiental atual não atende as demandas do setor produtivo, fazendo com que os mesmos continuem irregulares em suas atividades e, especialmente, impedem o acesso ao credito, para investimento e custeio.

  • Encontro com o deputado Itamar Borges

    Ainda durante a VI Aquishow, em Santa Fé do Sul (SP), foi realizado encontro do deputado estadual Itamar Borges, com o presidente da Peixe BR, Eduardo Amorim, e o secretário executivo, Francisco Medeiros, para tratar de assuntos e demandas da Piscicultura na região de Ilha Solteira (SP), principalmente no que se refere à cota de água da represa e a questão do licenciamento ambiental, hoje as principais demandas do setor na região.

  • PEIXE BR discute legislação ambiental com Secretário da Agricultura de SP

    O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Eduardo Amorim, e o vice-presidente, Mario Sergio Cutait, participaram de reunião com Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, na FIESP. A pauta incluiu a discussão sobre as dificuldades para obtenção de licenças ambientais no Estado.

    “O objetivo desse encontro – do qual participaram outras lideranças do agronegócio e profissionais da área ambiental – foi avançar entendimentos para facilitar as condições para liberação. Com a situação atual, vários projetos estão preferindo estabelecer-se em estados vizinhos a SP”, explica Eduardo Amorim.

    Arnaldo Jardim demonstrou muita preocupação com essa situação e deverá marcar nova reunião para tratar especificamente sobre esse tema.

  • Peixe BR no Programa Mercado Futuro com Antônio Reche

    Confira a entrevista do Secretário Executivo Francisco Medeiros para o Programa Mercado do Futuro com Antônio Reche no Canal do Boi.

     

  • Pesquisador dá dicas que diminuem em até 75% a predação de peixes

    Medidas consideradas simples ajudam a reduzir os custos de produção de peixes em tanques escavados

    Um dos problemas enfrentados por piscicultores de tanques escavados é a predação de seus peixes por animais silvestres. As perdas na produção podem variar de 35% a 80%, dependendo da fase de vida dos peixes cultivados. Pesquisadores Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), dão algumas dicas com alternativas para os piscicultores reduzirem esses índices melhorando a atividade e diminuindo os custos de produção. Com o manejo proposto pela APTA, a taxa de mortalidade pode ser reduzida a 5%. Os investimentos em estrutura para melhorar os resultados de sobrevivência final se autopagam, muitas vezes logo na primeira safra.

    Os estudos foram conduzidos no Polo Regional do Vale do Ribeira da APTA, nas cidades de Eldorado, Jacupiranga, Sete Barras, Pariquera-Açú, Cajati e Registro. O trabalho científico foi realizado no período de 2005 a 2014. Apesar de o trabalho ter sido feito no Vale do Ribeira, as dicas se estendem para outras regiões paulistas e brasileiras, pois as aves e mamíferos aquáticos são muito comuns em qualquer piscicultura. Entretanto, os mamíferos voadores com hábito de predar peixe são mais característicos da região estudada.

    “O Vale do Ribeira concentra a maior área contínua de Mata Atlântica do País. A presença de aves e mamíferos voadores e aquáticos, de hábitos diurno e noturno, próximos aos viveiros é constante, influenciando diretamente as taxas de sobrevivência, por conta da predação”, explica o pesquisador da APTA, Antonio Fernando Leonardo.

    O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destaca que as pesquisas que permitem maior produtividade para os criadores são de fundamental importância, pois promovem melhores resultados, otimizando a atividade econômica. “A tônica que o governador Geraldo Alckmin tem dado ao incentivo de melhores resultados para o agronegócio paulista vem sendo muito observada pelos institutos da Secretaria. Isso é fundamental para todos”, destacou.

    Ataques por aves e mamíferos voadores
    Os ataques mais comuns são por aves de hábito noturno e diurno, como garças e mergulhões. As perdas na produção, por conta do ataque desses pássaros e mamíferos podem chegar a 80%, dependendo da fase da vida dos peixes. As tilápias na fase alevino e juvenil têm taxa de predação de 20% a 30%. Nas carpas capins, na fase alevino e engorda, a predação é de 60% a 80%. As informações foram coletadas no Polo Regional do Vale do Ribeira e cinco propriedades rurais.

    Uma dica dos pesquisadores da APTA é colocar sob os viveiros telas antipássaros. Outra opção é instalar uma tela de sombrite, com 50 cm de largura, costurada em um fio de arame fixo nas laterais. Esse segundo método foi testado no Polo Regional Vale do Ribeira, da APTA. “Foi realizada alevinagem em seis viveiros escavados de 200m² na densidade de estocagem de 15 peixes por metro quadrado, totalizando três mil alevinos em cada viveiro. Após um mês, foi realizada uma despesca. Os alevinos que foram colocados com três gramas no viveiro, estavam com 11g. A taxa de sobrevivência saltou para 90%”, afirma Leonardo.

    O pesquisador da APTA explica que o sucesso dessa iniciativa se deu pela necessidade da garça em ficar em volta do viveiro para dar o bote certeiro no peixe. “Com essa estrutura, a garça não conseguia se aproximar e ao mesmo tempo ficava com medo, pois a tela se mexia com o vento”, diz.

    Ataques por mamíferos aquáticos
    Outra forma de ataque muito característico na região do Vale do Ribeira é a lontra, mamífero de hábito carnívoro. A lontra ataca durante a noite e, raramente, de dia, a não ser que encontre ambiente favorável para seu deslocamento, como áreas ao entorno da piscicultura, com grande vegetação ou valas de escoamento com capim exageradamente alto. “Geralmente, a lontra ataca viveiros com peixes de porte grande, mas não é uma regra. Ela pode atacar viveiros com exemplares em todas as fases da vida”, explica Leonardo.

    Os pesquisadores da APTA conseguiram minimizar os ataques por meio de dois cachorros, de qualquer raça, com a função de não atacar nem matar a lontra, mas sim, passear o dia todo pela propriedade. O cheiro do animal é suficiente para espantar o predador. “A urina e o pelo molhado dos cachorros resultam em um odor forte, fazendo com que o cachorro não tenha a função de matar a lontra, mas sim, espantar”, afirma.

    Ataques por predadores aquáticos
    A traíra é um dos principais predadores relatados em pisciculturas. O pesquisador da APTA conta que um produtor que participou do estudo cobriu 70% de seu viveiro com tela antipássaro para a realização da fase de alevinagem de tilápia do Nilo. Após o povoamento nos primeiros 30 dias, ele ficou surpreso com o grande número de traíras. “O produtor resolveu passar a rede para contabilizar os peixes e para a sua surpresa, dos dez mil alevinos de tilápia do Nilo, encontrou dois mil alevinos com peso médio de 20 a 30 gramas e retirou 16 kg de traíra, com peso médio de 20g”, conta Leonardo.

    O pesquisador sugere que após cada ciclo de produção, o produtor retire por completo a água de seu viveiro, evitando poços de água, que podem conter ovos de traíras e outras espécies que não fazem parte deste novo ciclo. O produtor deve fazer todas as limpezas necessárias e após sete dias, realizar uma calagem, utilizando calcário dolimítico. Após um dia com 30% do viveiro cheio de água, deve ser feita a incorporação do solo, remexendo o fundo do viveiro com um rastelo ou corrente. “Antes de encher o viveiro, o produtor deve colocar na entrada de água uma tela de nylon para evitar a entrada de peixes indesejáveis”, afirma o pesquisador da APTA.

    Texto: Fernanda Domiciano 

  • O Brasil precisa da Piscicultura e ela do MPA forte

    Por Eduardo Amorim*

    O Brasil está entre os 15 maiores produtores de peixes cultivados do mundo. Em 2014, foram 585 mil toneladas. Neste ano, serão mais de 600 mil e a previsão é superar 1,2 milhão de toneladas em dez anos. Hoje, a atividade movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano e gera 1.000.000 de empregos.

    Estamos falando de uma atividade produtiva que gera alimentos de qualidade para suprir as necessidades da população. Com investimentos e parceria entre os órgãos governamentais e privados, o Brasil ganhará em breve a autossuficiência, se tornando um exportador de peixes cultivados.

    Infraestrutura para isso o país tem de sobra. Temos reservas de 12% da água doce do mundo e clima privilegiado. Além disso, contamos com empresários e produtores motivados, líderes empolgados e focados no fomento e na geração de um ciclo virtuoso para a Piscicultura.

    Nesse trabalho, é essencial a liderança do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura). Sob sua coordenação e a integração dos demais agentes produtivos, de pesquisas, fomento e crédito, como Embrapa, BNDES, SEBRAE, APTA, ABAG e outros, a Piscicultura Brasileira se tornará em muito pouco tempo uma atividade ainda maior, mais produtiva e sustentável, já que os aspectos ambientais e sociais fazem parte da própria essência da atividade.

    O trabalho do MPA foi um fator importante para a criação da Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura), que em menos de um ano de existência já congrega todas as espécies de peixes cultivados, melhoramento genético, indústria de equipamentos, fábricas de rações, indústria de saúde animal, técnicos, produtores de alevinos e demais segmentos da Piscicultura nacional, representando cerca de 40% da Piscicultura Brasileira.

    Nós acreditamos que o fortalecimento de toda a cadeia produtiva é essencial para enfrentar (e vencer) os desafios do setor, como as questões ambiental, tributária, crédito, pesquisas, técnica, organizacional e de desenvolvimento. Para isso, é indiscutível a necessidade de contar com o Ministério da Pesca e Aquicultura forte, com independência e liderança desse processo.

    * Eduardo Amorim é presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR)

  • Peixe BR em Jaboticabal (SP)

    A PEIXE BR participou do VIII Curso de Sanidade em Piscicultura, realizado na Unesp Jaboticabal (SP) entre os dias 15 e 17 de Julho. O tema central do evento foi: “Problemas ambientais e sanitários desafiando a piscicultura brasileira, como superá-los?” O curso foi promovido pelo CAUNESP – Laboratório de Patologia de Organismos Aquáticos.
    Como parte do evento, também foi realizada uma exposição de equipamentos, produtos e serviços destinados à aquicultura, demonstrando o crescimento do curso e a importância do setor na produção de alimentos.
    Participaram mais de 200 acadêmicos, profissionais e produtores de vários estados brasileiros.
    A Peixe BR apoiou o evento, com a presença de empresas associadas e palestra do secretario executivo Francisco Medeiros sobre “Desenvolvimento da cadeia produtiva da tilápia no Brasil”.
    A palestra destacou o trabalho da entidade, ressaltando a importância da participação de todos os agentes da cadeia produtiva, para atuar na construção de uma piscicultura forte no Brasil.

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