Autoridades e executivos participaram do encontro que aconteceu de forma híbrida no Rio de Janeiro (RJ) na quinta-feira (24/02)
Promovendo conhecimento e informação sobre o mercado aquícola, a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) apoiou a realização da 5ª edição do evento Norwegian Brazilian Aquaculture Summit realizado no Rio de Janeiro (RJ). O encontro marca a presença do veleiro norueguês Statsraad Lehmkuhl na orla carioca. A embarcação centenária acompanha a expedição “One Ocean”, que deve passar por 37 portos ao redor do mundo ao longo de 19 meses.
O encontro contou com um ciclo de palestras sobre temas atuais e pertinentes ao mercado aquícola brasileiro. Durante o bloco “Oportunidades e desafios brasileiros do setor de aquicultura”, o Presidente-Executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros apresentou as principais demandas da atividade.
“A indústria da Noruega voltada para a aquicultura é a mais desenvolvida tecnologicamente no mundo – as principais empresas do setor estão lá. Logo, nós temos que buscar sempre estreitar relações e contribuir com eventos desse tipo”, destaca Medeiros.
O Consulado-Geral da Noruega no Rio de Janeiro e a Embaixada da Noruega em Brasília, juntamente com a Innovation Norway, por meio de seu Diretor na América do Sul, Hakon Ward, estão entre os propulsores, que em conjunto com a Peixe BR, tornaram a realização de mais uma edição do encontro possível.
As boas-vindas aos participantes ficaram a cargo do Ministro Norueguês de Pesca e Políticas Oceânicas, Bjørnar Selnes Skjæran (que acompanhou o evento online), e do Secretário de Aquicultura e Pesca do Brasil, Jorge Seif Júnior.
“Temos condições favoráveis e a Noruega enxerga potencial no mercado brasileiro. É por isso que precisamos seguir realizando encontros como esse, unindo os interesses complementares dos países e apresentando o desenvolvimento da atividade no Brasil. É uma excelente oportunidade para fomentar novos negócios”, pontua o Presidente-Executivo da Peixe BR.
A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade de âmbito nacional que valoriza, fomenta e defende a cadeia da produção de peixes cultivados no Brasil, representada pelo presidente executivo, Francisco Medeiros esteve presente no lançamento de Linhas de Crédito para Aquicultura e Pesca, voltada a pescadores artesanais enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O evento anunciado pela Caixa Econômica Federal, foi realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, do secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, e do presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães.
“As linhas de crédito para aquicultura já existiam e estão contempladas no Plano Safra, a principal novidade é que o imóvel onde está localizado a piscicultura não necessita estar legalizado do ponto de vista fundiário, o produtor pode oferecer outro imóvel para garantia do empréstimo, além disso, segue as regras do mercado financeiro e principalmente a manutenção da necessidade de licenciamento ambiental. A vantagem é que trata-se de mais um banco oficial que tem agências em todos os locais oferecendo o crédito ao setor de aquicultura”, assinala Francisco Medeiros.
O programa é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A cada dez peixes cultivados no Brasil seis são tilápias, sendo esta a espécie mais importante para a piscicultura brasileira, atingindo 486.155 toneladas em 2020, conforme mostram dados do anuário PeixeBR, publicado em 2021. Apesar da quantidade de informações técnicas disponíveis da espécie, os desafios inerentes a uma produção aquícola cada vez mais intensiva e exigente quanto à qualidade do produto que chega à mesa do consumidor e do ponto de vista de sustentabilidade do sistema produtivo fazem com que surjam novos desafios.
Nesse sentido, a nutrição de larvas e juvenis merece atenção, pois a alimentação equilibrada nessa fase de desenvolvimento é fundamental para obtenção de lotes de peixes saudáveis e homogêneos. Ainda, é de suma importância a busca por metodologias que possam garantir taxas de sobrevivência mais altas nessa fase, pois isso terá grande impacto nos resultados posteriores.
A Proteína Hidrolisada de Frango (PHF) é uma proteína funcional formulada especialmente para melhorar a performance de rações animais. É produzida por meio de um processo de hidrólise enzimática que irá gerar cadeias menores de peptídeos bioativos e aminoácidos. A PHF, da BRF Ingredients, oferece benefícios para os animais, alta digestibilidade, alta atratividade e elevado teor proteico com perfil equilibrado de aminoácidos, criando um ingrediente funcional com alto valor biológico, baixa matéria mineral e alta digestibilidade. Além disso, a PHF reduz a poluição da água do cultivo de peixes.
Como a PHF é um ingrediente produzido a partir do aproveitamento de vísceras e miúdos do abate de frangos, além dos benefícios aos animais, ainda é um ingrediente sustentável, pois sua produção aumenta o aproveitamento das aves e reduz a quantidade de resíduos.
Proteína Hidrolisada de Frango na alimentação de larvas e alevinos de tilápia
Já para a dieta de alevinos de tilápia, a inclusão de 2% de Proteína Hidrolisada de Frango apresentou melhora de até 39,1% de conversão alimentar (Figura 2), um aumento do peso final em 22,5% em relação ao grupo controle e do ganho em peso em 34,7% (Figura 3).
Figura 2. Resultado da taxa de conversão alimentar em alevinos
Figura 3. Resultado de peso final e ganho em peso de alevinos
Conclusão
Assim, conclui-se que a nutrição de tilápias nas fases pós-larvas e juvenis é de suma importância, pois a alimentação equilibrada nessa fase de desenvolvimento é fundamental para que os peixes se desenvolvam de maneira saudável.
Nesse sentido, a Proteína Hidrolisada de Frango (PHF) é uma alternativa de ingrediente funcional de alto valor biológico que melhora o metabolismo, além de ser uma excelente fonte de peptídeos bioativos que promovem funcionalidades específicas na saúde do animal.
Portanto, na fase de pós-larvas e alevinos, com a Proteína Hidrolisada de Frango, da BRF Ingredients, houve a melhora do aumento de peso, comprimento final, taxa de sobrevivência, assim como a melhora da taxa de conversão alimentar em tilápias, a partir de pesquisa e testes in vivo.
A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) dá mais um importante passo para fortalecer sua presença nacionalmente e intensificar o fomento dos peixes de cultivo no país. A entidade torna-se associada da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne as cadeias produtivas da avicultura e suinocultura.
“Vislumbramos crescimento consistente da piscicultura brasileira nos próximos anos. Esse desempenho tem de ser respaldado por uma entidade nacional forte e profissionalizada, que cumpra o seu papel de dar o necessário respaldo para esse desempenho”, destaca Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.
Nesse sentido, reforça Medeiros, “é fundamental que a Peixe BR esteja alinhada a entidades consolidadas, como a ABPA, com grande vivência em proteínas animais e representatividade política e institucional, inclusive em Brasília, além de presença em foros internacionais de fomento das atividades”.
“Diversas empresas associadas à ABPA estão investindo no cultivo de peixes, especialmente em tilápia, de olho no grande potencial dessa proteína animal. A entrada da Peixe BR reforça está intenção de união de esforços para ampliar o trabalho já realizado com excelência pela entidade da piscicultura brasileira, buscando novas oportunidades nos mercados interno e internacional”, diz Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Puxadas pela tilápia, as exportações da piscicultura atingiram U$S 5,6 milhões no 3º trimestre de 2021, com aumento de 71% em relação ao mesmo período de 2020. Na comparação direta com o 2º trimestre de 2021, o aumento também é expressivo: 43%. Entre janeiro e setembro de 2021, as exportações totalizam US$ 12,8 milhões. As informações são do Ministério da Economia, foram compiladas pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura.
Exportações da piscicultura brasileira por trimestre, 2020 e 2021 (em milhares US$)
Fonte: COMEXSTAT/Ministério da Economia
Além do crescimento das vendas externas, outro destaque do 3º trimestre de 2021 é a liderança dos peixes inteiros congelados entre as categorias de produtos exportados. “Os peixes inteiros congelados representaram os maiores volumes no período, com US$ 2,5 milhões. A alta foi de 112% no comparativo com o trimestre anterior. Também merece destaque o forte crescimento das exportações de filés congelados (236%)”, destaca Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
Além disso – ressalta Medeiros –, “o crescimento das exportações de peixes inteiros congelados especialmente para os Estados Unidos é um marco para a piscicultura brasileira, pois quem atendia o mercado norte-americano era a China. Estamos ganhando espaço dos chineses nos Estados Unidos. É a primeira vez que isso acontece. Considerando que as vendas de peixes congelados superam o produto fresco, abre-se para nós um mercado imenso”, diz o presidente executivo da Peixe BR.
Tabela 1 – Exportações da piscicultura brasileira, por categoria, 2º e 3º tri de 2020 e 2021 (mil US$)
Categoria de produto
2020
2021
Variação 2º/3º tri 2021
Variação 3º tri 2020/2021
2º TRIM
3º TRIM
2º TRIM
3º TRIM
Peixes inteiros congelados
303.724
443.258
1.184.826
2.506.152
112%
465%
Filés fresco ou refrigerado
780.835
1.443.675
927.033
1.309.331
41%
-9%
Subprodutos de peixe impróprios para alimentação humana
341.537
322.337
792.423
814.585
3%
153%
Filés congelados
88.529
194.087
177.681
596.645
236%
207%
Peixes inteiros frescos ou refrigerados
107.706
164.800
107.229
286.659
167%
74%
Óleos e gorduras
539.694
746.717
770.337
157.452
-80%
-79%
Outros filés de peixe*
3.810
9.330
2.553
2.365
-7%
-75%
Total
2.165.835
3.324.204
3.962.082
5.673.189
43%
71%
Fonte: COMEXSTAT/Ministério da Economia
*Inclui filés frescos e refrigerados
A tilápia mantém a liderança entra as espécies mais exportadas no trimestre, totalizando US$ 4,8 milhões (alta de 42%). Em seguida, estão curimatás (US$ 456 mil) e tambaqui (US$ 263 mil), tendo esse último apresentado elevação de 371%.
Estados Unidos, China e Colômbia, nesta ordem, são os principais importadores da piscicultura brasileira no terceiro trimestre. As exportações para os Estados Unidos cresceram 121% em relação ao segundo trimestre, atingindo US$ 3,7 milhões. Os embarques para a China caíram 3%, enquanto para a Colômbia avançaram 10%.
Exportações brasileiras da piscicultura por país de destino, 2º e 3º trimestres de 2021 (em US$)
Ranking
Países destino
2º TRIM
3º TRIM
Variação 2º/3º tri
Acumulado Jan/Set
Participação dos países %
1
Estados Unidos
1.686.275
3.725.927
121%
6.989.818
54%
2
China
677.228
655.114
-3%
1.565.987
12%
3
Colômbia
423.163
465.865
10%
1.295.217
10%
4
Peru
73.355
271.283
270%
519.677
4%
5
Tailândia
1.162
106.307
9.049%
129.115
1%
6
Canadá
120.858
75.687
-37%
293.089
2%
7
Bangladesh
141.020
73.203
-48%
287.069
2%
8
Taiwan
95.233
57.924
-39%
185.767
1%
9
Chile
593.353
48.294
-92%
954.031
7%
10
Japão
66.038
45.460
-31%
176.012
1%
Outros
84.397
148.125
75%
457.730
4%
TOTAL
3.962.082
5.673.189
43%
12.853.512
100%
Fonte: COMEXSTAT/Ministério da Economia
Tilápia na liderança das exportações – A “tilápia inteira congelada” passou os filés frescos e foi a categoria com maior volume no terceiro trimestre totalizando US$ 1,9 milhão, com crescimento de 162%. Os filés frescos foram o segundo item (US$ 1,3 milhão e aumento de 41%). Destaque, ainda, para o crescimento de 248% das exportações de filés de tilápia congelados.
Exportações brasileiras de tilápia por produto, 2º e 3º trimestres 2021 (em US$)
Produto
2º TRIM
3º TRIM
Variação 2º/3º Trim
Acumulado Jan/Set
Tilápia inteira congelada
762.860
1.998.722
162%
3.045.486
Filé de tilápia fresco ou refrigerado
927.033
1.309.331
41%
3.448.257
Subprodutos de tilápia impróprio para alimentação humana
792.423
814.585
3%
2.040.637
Filé de tilápia congelado
168.767
587.430
248%
983.131
Óleos e gorduras
770.337
157.452
-80%
1.341.765
Tilápia inteira fresca ou refrigerada
21.245
12.729
-40%
46.426
Total
3.442.665
4.880.249
42%
10.905.702
Fonte: COMEXSTAT/Ministério da Economia
Entre os estados exportadores, o Mato Grosso do Sul volta a liderar os embarques de tilápia, com US$ 1,9 milhão (aumento de 96,7% na comparação com o segundo trimestre). O Paraná aparece na segunda posição, com US$ 1,7 milhão, seguido pela Bahia US$ 802 mil.
Tabela 6 – Exportações brasileiras de tilápia e seus derivados, por estado, 2º e 3º tri 2021 (em US$)
Tocantins é mais um estado a liberar o cultivo em cativeiro de pangassius. O governador do estado, Mauro Carlesse, assinou a Lei 3.825, em 17.09.2021, com a autorização da espécie, “com o cumprimento das normas técnicas de engenharia e legislação ambiental vigente”.
Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), destaca que a decisão “contribui para o fortalecimento da piscicultura no país, com foco nas boas práticas, na segurança alimentar e na legislação ambiental”.
O governador de TO também assinou a Lei Complementar 130 que dispensa piscicultores com áreas de até 5 hectares de lâmina d’água em tanque escavado, em barragens de acumulação de água da chuva com até 50 hectares e tanques rede de até 10.000 metros cúbicos de água de licenciamento ambiental, outorga e pagamento de taxas de registro e outorga de direito de uso de recursos hídricos.
Foi empossada a nova diretoria executiva da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade de âmbito nacional que reúne os diversos elos da cadeia produtiva de peixes de cultivo, atividade responsável pela produção de 802.930 toneladas, o que posiciona o Brasil como o 4º maior fornecedor mundial de tilápia, além de importante produtor de peixes nativos.
A diretoria, que tem mandato de um ano (2021/2022), é composta por:
Presidente Francisco da Chagas Medeiros
Vice-Presidente: Felipe Torquato Junqueira Franco (Grupo BTJ Foods)
Diretor Internacional: Fernando Goncalves de Aguiar (C. Vale)
Diretor de Relações Institucionais: Ricardo Neukirchner (Aquabel)
Constituída há apenas sete anos para contribuir para a organização, fortalecimento, defesa e valorização da piscicultura brasileira, a Peixe BR tem atuado proativamente em importante conquistas da atividade.
“Temos diversos desafios para o contínuo desenvolvimento da piscicultura no Brasil, como as questões ambiental e tributária, mas as oportunidades são inúmeras. Temos potencial para estar ainda melhor colocados entre os maiores produtores de pescado no mundo. Por isso, é fundamental ter uma entidade que lute pelo crescimento da atividade, contribuindo para a produção de peixes de cultivo com alta qualidade e de acordo com os mais rígidos padrões de boas práticas e segurança alimentar”, destaca Francisco Medeiros, reconduzido para mais um mandato como presidente executivo da Peixe BR.
A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) articula com o Grupo de Estudos e Extensão em Inovação Tecnológica e Qualidade do Pescado (GETEP), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), e a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA) a realização de inédito estudo sobre Rastreabilidade da Salmonella na cadeia de produção de tambaqui.
“É o primeiro trabalho no Brasil que visa solucionar um importante desafio sanitário do Tambaqui no país, com o objetivo principal de proporcionar segurança alimentar aos consumidores e possibilitar que o mais importante peixe nativo do Brasil acesse mais mercados internacionais”, ressalta Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.
O estudo é liderado pela Dra. Juliana Galvão, pesquisadora da ESALQ/USP, coordenadora do GETEP. “A salmonelose é uma doença transmitida por alimento, ocupando posição destacada no campo da saúde pública em todo o mundo pelas suas características de morbidade e, em particular, pela dificuldade de seu controle. A Salmonella spp. apresenta grande adaptação fisiológica, o que confere a esta bactéria condições de se desenvolver em ambientes associados às práticas aquícolas”, explica a profa. Juliana Galvão.
Ela informa que o estudo vai diagnosticar e rastrear ocorrências de contaminação por Salmonella na cadeia produtiva do Tambaqui, incluindo a identificação das operações e pontos críticos ao longo da cadeia produtiva – da água ao prato. “A partir do rastreio dos pontos críticos de contaminação será elaborado um Plano de Ação, incluindo estratégias, ferramentas e procedimentos a ser priorizados, promovendo ganhos de eficiência, qualidade e sustentabilidade da produção”, reforça a pesquisadora da ESALQ/USP.
“Essa é uma demanda importante dos produtores da Tambaqui associados à Peixe BR. A bactéria Salmonella é o principal desafio à exportação da espécie. Equacionando esta questão sanitária, nos tornaremos mais competitivos e teremos um enorme mercado para explorar”, ressalta Hebert Carli Júnior, Gestor de Piscicultura e Pecuária do Grupo Bom Futuro.
Para Bruno Leite, diretor da Zaltana Pescados, esse estudo é muito importante para reforçar a preocupação da cadeia produtiva com a segurança alimentar dos peixes nativos. “O Tambaqui e demais peixes nativos têm grande potencial de consumo e exportação. Para isso, precisamos criar protocolos embasados cientificamente para atender às exigências do mercado global”, assinala.
Esse é o primeiro estudo sobre o tema no Brasil, que envolverá a identificação da Salmonella desde a propriedade de produção, passando pelo transporte e chegando à indústria, contemplando também os procedimentos de controle.
O projeto conta com recursos da Food and Agriculture Organization (FAO), agência das Nações Unidas para a alimentação, que lidera esforços para a erradicação da fome e combate à pobreza no mundo.
A cotação média do kg da tilápia ao produtor na região dos Grandes Lagos do Noroeste do Estado de São Paulo (divisa com Mato Grosso do Sul) está em R$ 6,76, aponta o primeiro levantamento semanal do Indicador de Preços da Tilápia, elaborado pela equipe do CEPEA Esalq, uma das mais conceituados instituições de monitoramento do mercado agropecuário no Brasil, com apoio da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
O Indicador também indica que o preço médio do kg de tilápia ao produtor está em R$ 6,77 no Oeste do Paraná e em R$ 7,41 no norte do PR.
A partir de agora, semanalmente o CEPEA divulgará dados de importantes centros de produção de tilápia, como os “Grandes Lagos do Noroeste do Estado de São Paulo” (divisa com Mato Grosso do Sul), “Oeste do Paraná” e “Norte do Paraná”. Participam do levantamento produtores, cooperativas e indústrias. O preço médio refere-se ao valor pago ao produtor FOB (kg da tilápia pronta para abate, na propriedade).
“A tilápia representa 60,6% da produção brasileira de peixes de cultivo. O indicador de preços dessa importante espécie auxilia ainda mais o seu fomento no país. Quanto mais informações temos melhor podemos analisar e definir estratégias de forma assertiva. O indicador do CEPEA é mais uma ferramenta confiável para contribuir para a tomada de decisões na piscicultura”, destaca o presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros.
O Indicador de Preços da Tilápia é iniciativa da Peixe BR, com realização do CEPEA e apoio institucional de diversas empresas, como Adisseo, AquaGenetics, Bom Futuro, Brazilian Fish, BTJ Fish Farm, BTJ Foods, C.Vale, Cristalina, Fider, Fisher, GeneSeas, Guabi, Integral Agroindustrial, JobNutrire, MSD, Phibro, PuroPeixe, Riviera e Tilabras.