Autor: PeixeBR

  • Segurança jurídica e Competitividade

    Segurança jurídica e Competitividade

    Debater o futuro da Piscicultura no Brasil é um tema comum há muitos anos em todas as rodas de conversa nas quais o tema é o setor de pescado. Principalmente em época de eleição, quando o setor político se apaixona pela atividade e encontra nela todas as soluções sociais e econômicas para o homem do campo.

    Para falar deste futuro temos de lembrar um pouco de nosso passado e analisar o presente. Nos últimos cinco anos vivemos uma verdadeira revolução na piscicultura nacional, que atinge todos os segmentos da cadeia produtiva: desde genética, passando por nutrição, manejo, sanidade, equipamentos até comercialização. Ou seja, o produto está mais presente nas gôndolas de supermercado e em novos formatos para consumo.

    O futuro da piscicultura brasileira ainda não está claro para os profissionais envolvidos na atividade. Isso porque estamos construindo um negócio novo no agro brasileiro e em uma velocidade muito maior do que se estruturaram as outras cadeias de proteína animal no Brasil. Não temos tempo hoje para experimentar modelos, pois a concorrência internacional, principalmente com os produtos asiáticos, bate à nossa porta diariamente. É competir e treinar ao mesmo tempo.

    Algumas palavras são essenciais na consolidação da Piscicultura: segurança jurídica e competitividade. A segurança jurídica trata principalmente dos aspectos relacionados às questões ambientais e de sanidade aquícola. Nosso marco regulatório nessas duas áreas ainda é instável e esperamos que as regras sejam claras, assim não teremos motivos para os constantes embates jurídicos. A competitividade é a palavra do presente e, principalmente, de nosso futuro, levando-se essa máxima a todos os elos de nossa cadeia de produção em uma busca constante pela excelência.

    E quando é esse futuro e o que esperamos encontrar lá? O futuro já está entre nós e não de forma discreta. Nos próximos anos, as principais empresas do setor de produção crescerão em percentuais de dois dígitos e alcançarão mais espaços nas gôndolas de supermercados. Já poderemos observar a revolução no próximo ano com o lançamento de dezenas de novos produtos.

    Para não nos esquecermos, no ano passado foram produzidas 691 mil toneladas de peixe de cultivo. Atualmente, na Seap, somente em águas da União, existem solicitações de produção que somam 3 milhões de toneladas aguardando o trâmite processual. Não esperamos que isso se realize de um dia para o outro, pois não temos indústria para atender a essa demanda, mas ao menos 50% serão concretizados na próxima década.

    A Peixe BR tem atuado principalmente para oferecer o cenário propício ao empreendedor brasileiro, seja na base de produção, indústria ou ponto de venda. Esse ambiente favorável passa pelas questões aqui já levantadas, mas principalmente pelos aspectos tecnológicos. Estamos trabalhando com várias instituições, principalmente a Embrapa, no atendimento dos gargalos de pesquisa de toda a cadeia, que durante anos foi relegada pela comunidade científica.

    Para a produção que buscamos alcançar não temos hoje mercado interno e externo garantido. Temos de criá-lo. Estamos trabalhando no mercado interno para aumentar o consumo de pescado oriundo do cultivo e, no mercado externo, com a Apex-Brasil, incorporando o peixe às políticas da agência – o que não existia -, fazendo o trabalho de promoção de nosso produto no exterior. Para o aumento da competitividade para exportação, estamos atuando junto ao MDIC/DECEX na implantação do drawback para o peixe de cultivo, política que desonera todos os impostos federais dos insumos utilizados na produção do peixe, desde a fazenda até a indústria.

    Estamos construindo o futuro de nossa piscicultura hoje, e todos estão contribuindo, porque se não estivermos juntos com certeza estaremos fora do negócio de proteína animal no mercado interno e externo.

    O verbo se materializa com ações concretas. Por isso, a hora é de menos discurso e mais ação.

    Por Francisco Medeiros, diretor-presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR)

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    O 4º Anuário Brasileiro de Produtos, Serviços e Conteúdo, idealizado pela Seafood, traz uma série de estatísticas, artigos assinados pelos maiores especialistas e um guia de fornecedores que cobre toda a cadeia produtiva. Acesse: http://seafoodbrasil.com.br/

    Download do Anuário: https://goo.gl/79a8eF

    Anuário on-line: https://goo.gl/HaKyEX

  • Tambaqui de cultivo: produção e consumo em crescimento no país

    Tambaqui de cultivo: produção e consumo em crescimento no país

    O Tambaqui é o peixe nativo mais presente nos rios brasileiros, especialmente no Centro-Oeste e Norte do país. Devido às qualidades como alimento saudável, sua produção em tanques vem crescendo ano após ano. Rondônia é o maior produtor de tambaqui, seguido de Roraima, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR).

    O destaque da culinária típica é a costelinha de Tambaqui. Uma grande e suculenta espinha do peixe grelhada de carne macia e saborosa. Outro prato tradicional é a caldeirada de Tambaqui – ensopado de peixe com pimentão e tomate. Também é apreciado de diferentes formas: frio ou assado. “O peixe de cultivo de maneira geral oferece uma proteína de fácil e rápido preparo, além de ter muito sabor”, diz Francisco Medeiros, presidente da PEIXE BR.

    O crescimento do consumo de Tambaqui ocorre em todas as regiões do país. No Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil ele é encontrado em feiras e hipermercados. A PEIXE BR destaca o potencial de aumento da demanda de Tambaqui. “O consumo de peixes cultivados de maneira geral ainda é pequeno (cerca de 3,5 kg/hab/ano) devido a questões culturais e até de mercado. Nosso objetivo é contribuir para o fomento da oferta e crescimento da demanda, fornecendo informações importantes aos consumidores, incluindo as qualidades nutricionais”, completa Medeiros.

    Semana do Peixe – Com o objetivo de difundir informações sobre os peixes de cultivo do Brasil e contribuir para o aumento do consumo dessa proteína saudável e de qualidade, a PEIXE BR realiza uma campanha nacional como parte da ação “Semana do Peixe”, com iniciativas em todo o país para sensibilizar e engajar os vários agentes da cadeia produtiva, como produtores, indústrias, varejistas, restaurantes e food service, contribuindo para a escolha certa dos consumidores.

  • Mercado brasileiro do peixe visa protagonismo alimentar na próxima década

    Mercado brasileiro do peixe visa protagonismo alimentar na próxima década

    Nos próximos dez anos, a procura pela carne de peixe brasileira deve aumentar nos mercados externo e interno, mas para isso terá de superar o tímido consumo doméstico, barreiras ambientais e perdas recentes geradas pela greve dos caminhoneiros, que pelos cálculos da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) afetará “cerca de 2% da taxa de crescimento”.

    Além disso, Francisco Medeiros, presidente da associação, prevê que nenhuma proteína animal terá maior taxa de consumo no Brasil quanto a de peixe, e acredita que esse cenário assegurará um papel de destaque para esta proteína no crescimento mundial da demanda por alimentos.

    “Do ponto de vista da sustentabilidade, nós estamos melhores. Se você precisa engordar 1 kg de bovino, vai gastar de 6 a 7 kg de ração. Uma ave, 2 kg. O peixe hoje trabalha com 1,2 ou 1,3 kg“, avaliou.

    Seja por motivos econômicos ou culturais, os dados de 2013 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o consumo médio de peixe é de 9,7 kg por ano no Brasil, menos da metade dos 19,7 kg anuais do mundo.

    Para impulsionar o setor, a Peixe BR lançou recentemente uma nova edição da campanhaSemana do Peixe, que expôs uma perspectiva inesperada.

    “O resultado foi também no aumento da importação. É mais fácil comprar um contêiner de peixe do que cavar um tanque pra ter ele daqui a oito meses”, disse Medeiros.

    Para mudar este quadro, neste ano a ação se foca nos peixes de cultivo nacionais, como a tilápia, o tambaqui e o pacu, e valorizará os benefícios desta proteína.

    “O peixe contém ômega 3 – no caso dos de água salgada e profundas – vitamina D e minerais, como cálcio, zinco, iodo, potássio, sódio e ferro. Seu consumo regular está associado à melhora da memória, prevenção de Alzheimer, de doenças cardiovasculares e de doenças ósseas”, destacou Samantha Caesar de Andrade, doutora em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP).

    O otimismo com o futuro se respalda também nos números do anuário estatístico da piscicultura de 2018, produzido pela associação; em 2017, o setor cultivou 691,7 mil toneladas de peixe, um crescimento de 8% em relação a 2016.

    Parte disso proveio de investimentos de importantes players, sobretudo no estado do Paraná, líder nacional do setor.

    Gustavo Locatelli, piscicultor da Coopacol, cooperativa de Cafelândia (PR), aplicou R$ 1,7 milhão na produção de tilápia – produto líder no território, que responde por 51,7% da produção total de peixe.

    “Das pecuárias existentes, a piscicultura é a mais promissora. O mercado (interno) está com peixe em falta, então a tendência é de melhorar. E, em seguida, a tendência é exportar, porque agrega mais valor”, comentou Locatelli.

    A oferta interna limitada se manifesta em importações: em 2017, os números foram de US$ 1,318 bilhão; já nas importações, o país faturou pouco menos US$ 150 milhões em 2017 com a venda de peixe para o exterior, sendo os Estados Unidos o principal destino.

    Entre 2003 e 2015, o país contou com o Ministério da Pesca para formular políticas e diretrizes no setor. No entanto, a pasta foi extinta e hoje o tema se concentra na Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca (SEAP) da Secretaria-Geral da Presidência da República.

    João Crescêncio Aragão Marinho, diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura da SEAP, afirmou que o Brasil é favorecido por uma imagem internacional favorável e bem reconhecida.

    “Um relatório da FAO estima que o Brasil deve registrar um crescimento de 104% na produção da pesca e aquicultura até 2025″, explicou o diretor, que acredita haver “grande oportunidade” de o país se tornar um dos principais fornecedores desta “nobre proteína”.

    Mesmo assim, há entraves neste sentido. Para Locatelli, embora a regulação ambiental seja um limitador para o crescimento – posição compartilhada pela Peixe BR -, a expansão deve ser “pensada”.

    “Conheço vários produtores que querem investir, mas estão sendo impedidos. Mercado não falta. Há espaço para expandir, mas, segundo órgãos (ambientais), isso vai afetar áreas de preservação. Então essa evolução deve ser cautelosa”, ressaltou.

    Fonte: OTÁVIO NADALETO EFE/UOL

  • Aliança da Proteína Animal: entidades setoriais unidas em prol do uso correto de antimicrobianos em animais

    Aliança da Proteína Animal: entidades setoriais unidas em prol do uso correto de antimicrobianos em animais

    A iniciativa terá agenda de eventos sobre os desafios da resistência antimicrobiana, além da promoção da capacitação sobre o correto uso dos medicamentos para saúde animal.

    O uso de produtos antimicrobianos, entre eles os antibióticos, abrange toda a cadeia de produção animal e é tema recorrente de discussões científicas, econômicas e políticas. O aumento da população e da consequente necessidade de aumento da oferta de alimentos de origem animal determinam a necessidade de melhoria contínua na produção, sempre com mais qualidade e menor custos. Nesse campo, a utilização de antimicrobianos tem sido aliada da produção animal, contribuindo para o aumento da produtividade ao tratar animais enfermos, controlar a disseminação de doenças e prevenir a contaminação de animais saudáveis, entre outros tópicos.

    Apesar da comprovada eficácia dessa classe de medicamentos para a produção de alimentos de origem animal, a necessidade de esclarecimentos adicionais sobre sua administração traz preocupação sobre resistência bacteriana e o surgimento de novas doenças.

    A indústria está atenta e, mais do que isso, empenhada em contribuir para essa discussão, seja em termos de esclarecimento à sociedade seja na motivação do uso responsável e racional de antimicrobianos. Esse compromisso, levou o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC), Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (SINDIRAÇÕES), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIF) e Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) a criar a ALIANÇA.

    “Bovinos, peixes, aves e suínos são constantemente submetidos ao uso de antibióticos. Essa realidade leva à necessidade de haver conscientização sobre o uso responsável destes medicamentos. As entidades de classe ligadas à produção de alimentos de origem animal discutem o tema há muito tempo e agora dão mais um passo para aprofundar as discussões sobre o tema e atuar de forma colaborativa e alinhada, compartilhando práticas sustentáveis que continuem a fortalecer o setor, minimizando os riscos da resistência antimicrobiana em animais e a consequente transferência para humanos”, explica Sheila Guebara, coordenadora da Aliança.

    A iniciativa está em linha com o Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR AGRO) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que fomenta a prevenção das infecções por meio da adoção de boas práticas agropecuárias.

    Entre as propostas da Aliança, está a participação dos representantes das entidades envolvidas em ações, simpósios e reuniões, inclusive internacionais, com o objetivo de fomentar a correta utilização dos antimicrobianos e discutir atualizações sobre o tema.

    “Ao estimular o debate sobre antimicrobianos, queremos incentivar o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para prevenção e tratamento de infecções e também oferecer capacitação para os envolvidos no processo sobre o uso dos antimicrobianos. A Aliança é um esforço conjunto para ajudar a desenvolver políticas públicas que assegurem a efetividade do uso dessa classe de produtos, atendendo às demandas de uma população crescente em busca de proteína animal acessível”, ressalta Sheila. Guebara.

    Mais informações sobre a ALIANÇA: https://aliancaproteinaanimal.com.br/

  • Peixe de cultivo: opção de qualidade para atender ao consumo crescente no Brasil

    Peixe de cultivo: opção de qualidade para atender ao consumo crescente no Brasil

    O consumo mundial de peixes deve crescer 30% na próxima década, segundo a FAO – órgão da ONU que trata da alimentação global. A instituição recomenda o consumo mínimo de 12 kg/hab/ano. No Brasil, a demanda por habitante atinge 9,5kg/habitante/ano. Desse total, apenas 3 kg são de peixes de cultivo, o mais promissor segmento de produção da piscicultura brasileira.

    Peixes de cultivo são criados em viveiros escavados no solo, em tanques-rede e em sistemas de recirculação de água. A principal vantagem é sua qualidade do peixe. Afinal, trata-se de uma produção rigorosamente controlada em todos os segmento em termos de seleção de alevinos, alimentação e controle de enfermidades. Devido a esses processos rígidos de criação, os peixes de cultivo têm elevada produtividade, menos chances de contaminação por parasitas e padrão de qualidade superior.

    “O cultivo profissional de peixes possibilita rápido aumento da oferta e segurança para atender à crescente demanda, inclusive internacional. A prática também possibilita a criação de espécies ameaçadas de extinção, contribuindo para a preservação da fauna”, afirma Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PEIXE BR).

    De acordo com a PEIXE BR, a produção de peixes cultivados atingiu 691,7 mil toneladas em 2017. “A Tilápia é a espécie mais importante, pois adapta-se muito bem aos diferentes tipos de criação, são fáceis de ser alimentadas, muito resistentes às doenças e têm boa capacidade reprodutiva”, explica Medeiros.

    Além da Tilápia, destacam-se dezenas de espécies nativas, como Tambaqui, Pacu, Tambacu, Matrinxã, Pirapitinga e outras, além de Carpa e Truta. “O Brasil é um país também privilegiado em relação à Piscicultura”, destaca Francisco Medeiros.

    Semana do Peixe – Com o objetivo de difundir informações sobre os peixes de cultivo do Brasil e contribuir para o aumento do consumo dessa proteína saudável e de qualidade, a PEIXE BR realiza uma campanha nacional como parte da ação “Semana do Peixe”, com iniciativas em todo o país para sensibilizar e engajar os vários agentes da cadeia produtiva, como produtores, indústrias, varejistas, restaurantes e food service, contribuindo para a escolha certa dos consumidores.

  • Brasil pode construir plataforma para aproximar ciência e aquicultura

    Brasil pode construir plataforma para aproximar ciência e aquicultura

    O Brasil prepara a construção de um sistema de cooperação que envolva a indústria aquicultora, a academia e o governo, nos mesmos moldes da Plataforma Europeia de Cooperação em Aquicultura. A ferramenta, que envolve todos os países da União Europeia, aproxima a pesquisa científica das necessidades do setor produtivo de peixes.

    Uma delegação brasileira está em visita técnica à Europa até a quinta-feira (30), como parte dos Diálogos Setoriais Brasil-União Europeia. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) está representado pelo coordenador-geral de Oceano, Antártica e Geociências, Andrei Polejack. Para ele, o governo deve fazer a articulação entre a pesquisa científica e as demandas do setor produtivo. “Temos muito interesse em adaptar ao Brasil. Pudemos discutir como a União Europeia atua como articuladora e existe a possibilidade de fazermos algo parecido, trazendo a indústria mais próxima da academia, com apoio do governo. Isso será muito importante para termos um setor de aquicultura forte no Brasil”, afirmou.

    A comitiva brasileira também participou do Encontro da Sociedade Mundial de Aquicultura (Aqua) 2018, na cidade francesa de Montpellier. Durante o evento, foi discutida uma cooperação envolvendo Brasil, África do Sul e União Europeia. Segundo Polejack, a parceria envolve temas estratégicos para a cadeia produtiva em aquicultura.

    “Abordamos uma série de possibilidades de cooperação concreta dentro de temas mais estratégicos, como, por exemplo, qual é a percepção do público sobre os produtos da aquicultura, quais são os impactos das mudanças climáticas nas práticas e atividades da aquicultura, e outras questões estratégicas. Foram levantadas muitas possibilidades de trabalho conjunto, que vão ser exploradas a partir de agora”, destacou.

    Acúmulo de conhecimento

    Na primeira parte da missão à Europa, foram realizadas visitas a centros de pesquisa em pesca, aquicultura e alimentos para estreitar a cooperação científica e tecnológica entre o Brasil e a União Europeia. Foram visitadas instalações em terra e no mar na Noruega, Suécia e Espanha. Nelas, a comitiva brasileira conheceu as técnicas de melhoramento genético e de produção sustentável utilizadas por empresas europeias.

     

    Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

  • Semana do Peixe: Qual o segredo para escolher um bom peixe?

    Semana do Peixe: Qual o segredo para escolher um bom peixe?

    Na verdade, não há segredos, mas sim tabus. E tudo começa na hora da compra.

    Fique atento se a superfície do peixe está limpa, sem pigmentações. Os olhos devem estar claros, vivos, transparentes. Repare também se o abdômen está firme, com escamas brilhantes, guelras róseas ou vermelhas. O cheiro deve ser natural e suave.

    Tilápia, Tambaqui, Pacu, Matrinxã, Tambacu, Pintado, Surubim, Pirarucu, Pirapitinga e dezenas de outras espécies de peixes de cultivo do Brasil são fáceis de ser encontrados, têm preços bem acessíveis. E, o melhor, são de fácil preparo.

    A facilidade para compra e preparo de peixes de cultivo não para por aí. Além da variedade de espécies, há uma variedade de cortes. Os mais conhecidos são:

    Filé: corte que remove a pele, os ossos e é fatiado em paralelo à espinha

    Posta: parte mais grossa, cortada fazendo a volta no peixe

    Supreme: tirado a partir de uma fatia de peixe cortada do filé

    Costeleta: também retirada do filé, sendo fatiado a partir da parte detrás da cabeça

    Com o objetivo de oferecer mais informações sobre os peixes de cultivo do Brasil para os consumidores e, assim, contribuir para o aumento do consumo, a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) e seus mais de 100 associados realizam uma campanha nacional como parte da ação “Semana do Peixe”, que vai até o final de setembro. A campanha inclui iniciativas para sensibilizar e engajar os vários agentes da cadeia produtiva, como produtores, indústrias, varejistas, restaurantes e food service, contribuindo para a escolha certa dos consumidores.

    Mas, vale lembrar que os peixes de cultivo podem (e devem) ser consumidos o ano inteiro.

  • Peixe BR participa do AQUA 2018 em Montpellier

    Peixe BR participa do AQUA 2018 em Montpellier

    A Peixe BR, representada pelo diretor internacional Giovanni Lemos de Mello, participou da seção “Food and value creation from the Atlantic Ocean”, durante o Aquaculture Europe 2018, em Montpellier, França.
    O objetivo desta seção, que ocorreu domingo, 26 de agosto de 2018, foi incentivar a cooperação em aquicultura entre os Países da União Europeia, Brasil e África do Sul, entre outros.

    Mello apresentou a Peixe BR para mais de 150 pessoas presentes no encontro, apresentando dados do Anuário da Peixe BR de Piscicultura – 2018. Na apresentação, Mello confirmou o interesse da entidade em conhecer e adaptar o conceito de plataforma tecnológica da indústria da aquicultura da Europa que agrega a indústria, pesquisa e governo, arranjo institucional formal inédito no Brasil.

    Um dos participantes do evento, o Chefe de P&D da Embrapa Pesca e Aquicultura, Eric Arthur Bastos Routledge, reforçou a importância implementação da plataforma no País. Segundo Eric, “a pré-disposição no trabalho integrado (indústria/pesquisa) deve persistir contra a desconfiança de ambos os lados em trabalhar em conjunto e orientar os esforços de pesquisa para aumento da competitividade do setor”.

    Um dos membros brasileiros presentes no evento, o Prof. Dr. Ronaldo Olivera Cavalli, da FURG, destacou que “Apesar do Brasil ser um País onde a piscicultura de água doce tem se desenvolvido de forma expressiva nos últimos anos, existem muitas oportunidades para a maricultura no litoral brasileiro”.

    De acordo com Andrei Polejack, Coordenador-geral para oceanos e Antártica do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, “O Brasil figura hoje como um dos líderes de pesquisa no Atlântico sul e, por esse motivo, tem a responsabilidade de criar oportunidades de vulto para a cooperação internacional em pesquisa, com foco especial em aquicultura”.

  • Empresários da indústria pesqueira tentam fomentar negócios na Noruega

    Empresários da indústria pesqueira tentam fomentar negócios na Noruega

    Um grupo de empresários do setor pesqueiro brasileiro, representantes da Peixe BR (Associação Brasileira de Piscicultura), participa nesta semana de uma das principais feiras internacionais de pescado, a NOR-Fishing, buscando estimular seus negócios. O convite veio da Innovation Norway, agência de negócios do governo da Noruega para fomentar a inovação e o desenvolvimento de empresas. A Noruega é o oitavo maior investidor em negócios no Brasil, de acordo com o Itamaraty.

    Por aqui

    Localmente, a indústria pesqueira brasileira padece por conta de algumas discussões pendentes no governo, relacionadas a licenças ambientais e utilização de águas da União, que contribuem para uma balança comercial negativa ao setor. Apesar de ter capacidade para suprir o mercado doméstico, essa indústria registrou déficit da balança de pescados de cerca de US$ 1 bilhão no ano passado, com as importações somando aproximadamente US$ 200 milhões e as importações, US$ 1,2 bilhão, de acordo com a Peixe BR. O número deve se repetir em 2018, ao qual a alta do dólar deve acrescentar peso.

    Fonte: Estadão